Loteca do Mengão: 9 jogos para conquistar 12 pontos

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Fazer projeções no futebol é sempre um risco. Um risco não, loucura mesmo. A chance de você errar é grande, a chance de você QUASE acertar é média. A chance de você acertar com precisão é praticamente zero. Afinal, o futebol é uma caixinha de surpresas, saca?

Mas desde sempre e quase sempre me dou esse luxo. Às vezes em tom de aposta, às vezes de desafio, coloco a cara pronta para o tapa. Quem tem chance de cair? Quem vai ser o campeão? Quem ganha amanhã? Vou errar mas não tem problema, vou lá e faço.

Me cobrem depois.

Porém, me falta apostar na loteria esportiva. Ainda não fiz, talvez porque com menos pontos não se ganha. Enfim…

Isto posto, após a merecida vitória do Flamengo sobre o Figueirense na quarta-feira, em plena Ilha da Magia, me proponho a cravar que o Flamengo ficou livre do perigo da “confusão” que se meteu. Fato que a confusão envolve muita gente boa (na verdade, ruim) e a briga é luta de bêbados com foice no escuro. São só cinco pontos acima da zona de rebaixamento e o Flamengo ainda olha para trás.

Mas também são cinco times abaixo até a zona do agrião e, se olhar para frente, o rubro-negro vê um horizonte otimista, principalmente pelo futebol competitivo que o time vem apresentando, nas derrotas e nas vitórias.

Normalmente, se trabalha com 46 pontos para se ver livre do rebaixamento. Dizem que com 47 se salva certo, 46 provavelmente se salva, 45 possivelmente se salva e o resto é rezar. Outros dizem que esse ano o corte será mais baixo, tendo em vista a quantidade de times que estão em risco, praticamente a metade do torneio.

Prefiro trabalhar com os 46 pontos para dar uma segurança. Sem margem de erro, ok? Serão nove jogos para 12 pontos. Ou seja, quatro vitórias, ou ainda três vitórias e três empates. Para isso, são SEIS JOGOS NO MARACANÃ, já que o Botafogo deve levar o mando do clássico para algum elefante branco Brasil afora.

Mais do que suficiente para conquistar os pontos para se ver livre do risco nas últimas rodadas. Vamos à LOTECA DO MENGÃO:

Cruzeiro (casa): Vai, dá para ganhar… Mas vou trabalhar com a derrota. Afinal, é contra o time que venceu quase um turno até o momento. Coluna 2.

Atlético/PR (fora): O Flamengo até tem jogado bem fora mas para apostar numa vitória contra o Atlético no Paraná, prefiro jogar na Mega-Sena apostando 1,2,3,4,5,6. Coluna 1.

Internacional (casa): Aqui reina uma freguesia trocada. O Internacional é um monstro de sete cabeças às margens do Guaíba mas quando vem para o Rio, é alvo fácil do Fla. Coluna 1, com louvor.

Botafogo (fora): Fora ou não. Se for no Amazonas mesmo, a gente se garante em termos de torcida. No Maraca, mais ainda. Mas é clássico, o rival tá desesperado e ambos têm tara por um empate, mesmo o Fla sobrando nos clássicos regionais. Coluna do meio, de praxe.

Chapecoense (casa): A Chape faz uma campanha digna no Brasileirão mas o Flamengo tem obrigação de batê-la aqui. Coluna 1 obrigatória.

Sport (fora): Ganhar do Sport na Ilha do Retiro é missão complicada mas aqui eu trabalharei com o otimismo. Coluna do meio, na raça.

Coritiba (casa): Tal qual o Inter, o chumbo é trocado. Ganharmos lá é difícil (já foi mais) e perdermos aqui também. Coluna 1.

Atlético/MG (fora): Mais um caso onde reina o chumbo trocado e mais um caso onde uma vitória lá, no caldeirão do Horto, é improvável. Vou ficar com o óbvio. Coluna 1.

Criciúma e Vitória (casa): Pelos meus cálculos, um pontinho para os 46. Mesmo adorando paçocar para times fora dos 12 grandes em casa, vai precisar de uma hecatombe para não somar a pontuação suficiente contra dois adversários diretos em casa, seguidos. Aposto em três pontos contra os catarinenses e unzinho contra o irmão de cor. Colunas 1 e do meio.

Grêmio (fora): Até pra arrancar um empate é um parto, ainda mais no fim do campeonato, ainda mais com o Grêmio provavelmente lutando para o G4. Coluna 1 mas quem se importa?

Me cobrem aí, 49 pontos. Mas se eu acertar um desses já me dou por satisfeito.

Sorte que não vale dinheiro.



Carioca, bacharel em Direito e bacharelando em Jornalismo pela FACHA. Não escolheu o jornalismo mas foi escolhido por ele. Sonho profissional: casar com a editoria de esporte e ser amante das páginas de política. Resumidamente, um cronista do cotidiano, comentarista do dia-a-dia e palpiteiro da rotina.