Atlético-MG goleia Corinthians em duelo emocionante e avança na Copa do Brasil

Atlético-MG

Épico… Essa é a palavra para definir o jogo entre Atlético-MG e Corinthians, válido pelas quartas de final da Copa do Brasil. Um jogo em que o torcedor corintiano foi do céu ao inferno. Não há explicação para o que aconteceu no Mineirão na noite passada.

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Mais uma vez, o Atlético-MG precisava reverter o placar adverso, outro 2 a 0, outra vez o Mineirão, mais uma vez um time alvinegro. A história se repetia, atores diferentes, drama idêntico. Uma coisa não faltou, certamente a mais marcante em toda esta história… Emoção.

O jogo

Logo aos quatro minutos, a torcida atleticana sofreu ao ver o primeiro gol corintiano. Guerrero ganhou a bola daquele que vinha se mostrando como um dos mais consistentes zagueiros do elenco, Jemerson não conteve o Boliviano, que chutou forte e rasteiro para vencer o goleiro Victor.

A Fiel fazia a festa, o Mineirão parecia um cemitério, apenas alguns torcedores gritavam e batiam forte no peito dizendo “Aqui tem um bando de loucos!”. Mas o Galo também tem seu “doidinho”, apelido que Luan ganhou devido a sua entrega dentro de campo. E foi o “maluco beleza” do Atlético-MG que empatou a partida, aos 23 da primeira etapa, após lançamento de Guilherme.

Pouco depois, aos 31, o nome do jogo resolveu dar as caras mais uma vez, Guilherme arriscou de fora da área, a bola desviou na zaga paulista e deixou Cássio sem ação. A virada deu moral ao Galo que não deixava o time da Fiel jogar, as viradas de bola rápidas confundiam a marcação do time de Mano Menezes, que não conseguia reagir, o terceiro gol parecia questão de tempo.

Veio o segundo tempo e logo no início Maicosuel perdeu uma chance incrível, Tardelli lançou o atacante, que saiu cara a cara com Cássio, o goleiro esticou a perna esquerda e evitou o terceiro gol do alvinegro de Minas.

A tônica do jogo se mantinha, era treino de ataque contra defesa, a pressão foi aumentando e quando tudo parecia se encaminhar para uma tragédia mineira.

Decorridos 29 da etapa final, Carlos dividiu com o zagueiro, a bola sobrou para Guilherme como quem pede: “Me chuta! Me Chuta!”. E ele atendeu, uma bela finalização de primeira, a bola bateu no pé da trave e beijou as redes. Pela segunda vez ao comemorar ele fez um gesto que lembra muito outro Guilherme, mão no ouvido escutando o grito da massa atleticana.

Agora, o “cemitério do Mineirão” começava a parecer com o habitual salão de festas alvinegro, afinal, em dois anos após a reabertura já foram 3 canecos levantados lá. Mas ainda faltava o final feliz, também habitual pra torcida do Galo ali. A galera grita “Eu Acredito!”, um zagueiro faz gol no finalzinho e, é só alegria.

Pois seguiram o script a risca, ou quase, após o escanteio cobrado por Jesus Dátolo, Enquanto os 32.640 torcedores pagantes gritavam: “Eu Acredito! Eu Acredito!” Edcarlos em uma cabeçada de extrema sor…, quer dizer felicidade, viu a bola desviar em Guerrero – tá aí o quase – e dar a classificação ao Galo.

Final do jogo, Galo classificado 4, Corinthians 1, nas semifinais o Atlético enfrenta o Flamengo, mais uma pedreira na busca pelo título inédito da Copa do Brasil.