Aproveitamento de Luxa no Flamengo é de time do G-4 no Brasileirão

Luxemburgo
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A chegada de Luxemburgo ao Flamengo foi repleta de desconfiança. Um explosivo treinador em aparente decadência assumia um clube no auge de sua ebulição.

O fogo alto da lanterna do Brasileirão queimava os fundilhos da Gávea mas a experiência do ‘Pofexô’ falou mais alto e o Flamengo deu o salto que precisava: saiu da lanterna do campeonato, da zona de rebaixamento e mantém-se afastado da “confusão”. Dentre os possíveis concorrentes à queda é o que está mais tranquilo.

E a melhora foi vista nas boas atuações do time, mesmo quando não ganhava: mais consistente, com um padrão de jogo, o limitado Flamengo de Luxemburgo jogou de igual para igual contra todos os adversários até aqui, em qualquer condição. Esbarrou na parte técnica do elenco, onde ainda sofre com as poucas e fracas opções, em especial do meio para frente.

Mas a melhora reflete, principalmente, nos números.

Segundo levantamento do site FutDados, desde que chegou ao Flamengo, na 12ª rodada do Brasileirão, Luxemburgo conseguiu um aproveitamento de 58,8% dos pontos em 17 jogos. Num campeonato à parte contado desde então, estaria no G4, empatado com São Paulo e perdendo para Cruzeiro, Atlético Mineiro e Internacional.

Detalhe importante: os outros quatro clubes são exatamente os que estão no G4 do campeonato de verdade.

Se o Flamengo estaria nessa condição se contasse com Luxa desde o começo? Não dá para adivinhar. Mas os números são muito favoráveis: o ‘Pofexô’ quase triplicou o aproveitamento do clube, que até a 12ª rodada era de 21,2%.

Se a comparação for com a desastrosa passagem do antecessor, os números impressionam: nos seis jogos de Ney Franco, o Flamengo conseguiu apenas 16,6% dos pontos, três vezes menos do que com Luxemburgo.

Jayme, que comandou cinco partidas do clube no Brasileirão, também teve desempenho muito inferior: 26,6%.

A arrancada não será suficiente para o Flamengo disputar o G4 do Campeonato Brasileiro. Mas serve para Luxemburgo ajudar na sua árdua tarefa de mostrar que não está decadente.

Ao Flamengo, serve também para virar o foco com alguma tranquilidade em direção à Copa do Brasil, onde, como um tradicional mata-mata, só há um número relevante: o de torcedores no Maracanã.



Carioca, bacharel em Direito e bacharelando em Jornalismo pela FACHA. Não escolheu o jornalismo mas foi escolhido por ele. Sonho profissional: casar com a editoria de esporte e ser amante das páginas de política. Resumidamente, um cronista do cotidiano, comentarista do dia-a-dia e palpiteiro da rotina.