Ex-Grêmio, Mário Fernandes credita segunda chance na seleção à Deus

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Quando Mário Fernandes trocou o Grêmio pelo CSKA, da Rússia, ele não somente mudou de país e de clube, mas também de religião e estilo de vida. Em entrevista coletiva, o jogador afirmou que, quando jogava no tricolor gaúcho, só pensava em festas e se focava pouco no futebol.

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Foi esse o motivo, inclusive, que o fez naquela época negar-se a servir a seleção brasileira. Convocado por Mano Menezes para a disputa do mesmo Superclássico das Américas, que agora o leva a ter uma segunda chance com a amarelinha, contra a Argentina, o jogador pediu dispensa alegando “motivos particulares”.

A situação, além de curiosa, já que é raro um jogador negar uma convocação, jamais havia sido totalmente esclarecida e sempre pairou no ar a desconfiança de que fora a diretoria do Grêmio que não quis liberar o jogador e o orientou a dizer que era ele quem não queria ir.

Pouco mais de três anos depois do ocorrido, Mário Fernandes deixou claro que o problema realmente era com ele: “Quando jogava no Grêmio, eu tinha certas atitudes que não eram certas. Queria saber bastante de festas. Conseguia jogar, mas não era feliz. Quando fui para a Rússia, tive um encontro com Deus. Ele tem me honrado bastante, ainda mais agora com a seleção brasileira. Só agradeço e dou honra e glória a ele”, declarou o jogador.

Titular no CSKA e um dos destaques do time, Mário é um lateral-direito pouco comum no futebol, já que além de ser bastante alto (mede 1,87 m), não costuma apoiar tanto, preferindo ajudar mais na defesa.

Ele poderá mostrar seu real valor na seleção e se realmente mudou no próximo sábado, quando o Brasil entra em campo contra os hermanos argentinos, em Pequim.



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