Dunga, Elias, Robinho, Kaká… Essa é a renovação da CBF

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Com a seleção brasileira após as últimas Copas do Mundo, a cartilha tem sido a seguinte: renovar. No entanto, já pela escolha do técnico, pode-se perceber que a CBF quer mesmo é fazer as pessoas de palhaço. E esse técnico, Dunga, apesar de convocar alguns nomes pedidos, como Ricardo Goulart, Éverton Ribeiro e Phillipe Coutinho, teima em resgatar jogadores de sua confiança no passado, mas que hoje, olhando para frente, não teriam vez.

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Elias viveu grande fase no Corinthians entre 2008 e 2010, foi convocado, mas teve breve passagem e não se firmou. Depois, sumiu, reapareceu no Flamengo e foi o destaque da conquista da Copa do Brasil no ano passado. Não foi o suficiente. Agora, novamente no Corinthians, visivelmente distante de sua melhor forma, as atuações não convencem. Tudo para ratificar o fim das chances de vestir a camisa da seleção. Mas Dunga apostou no meio-campista, em franca decadência aos 29 anos.

Robinho foi vital para o Brasil na primeira era Dunga, sobretudo na Copa América de 2007, mas jamais se consolidou como um jogador de destaque na Europa, se tomarmos como base seu início no Santos em 2002. Virou reserva no fraco time do Milan, e mesmo assim foi lembrado por Felipão em alguns amistosos pré-Copa. Depois teve de voltar ao Santos para se recuperar, e isso bastou para Dunga contar de novo com seu homem de confiança. Aos 30 anos…

E Kaká? Outro que viu seu mercado na Europa minguar e foi negociado com o futebol dos Estados Unidos e faz uma ponte no São Paulo enquanto a Liga Norte-Americana não começa. Sempre se destacou pelas arrancadas carregando a bola, característica que o levou a ser o melhor jogador do mundo em 2007, mas com o tempo as lesões o prejudicou e tirou sua principal virtude.

Tanto que, no Morumbi, suas aparições ganham notoriedade mais pela obediência tática do que propriamente como uma peça criativa. Em muitos momentos o meia é supervalorizado até. Kaká tem um tal de Paulo Henrique Ganso como seu companheiro, jovem, craque, e que finalmente reencontrou seu futebol, mas Dunga prefere o “operário” Kaká, aos 32 anos.

Mais um passo em nossa caminhada para trás.

Crédito da foto: Getty Images



Estudante de jornalismo na Universidade Presbiteriana Mackenzie e alucinado por futebol.