Destaque do Brasil no Mundial de Vôlei, Jaqueline segue sem clube

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Reprodução/Instagram

Nesta quarta-feira (08) a seleção feminina de vôlei começa a terceira fase do Campeonato Mundial diante da China, em Milão (ITA). A campanha até aqui tem sido boa, mas o que ninguém esperava era o bom rendimento da ponteira Jaqueline. A jogadora está bem colocada nas estatísticas de recepção e ataque. E pelo jeito que vem atuando é a melhor atleta brasileira na competição.

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O pior disso é saber que a ponteira está sem clube. Na última temporada Jaqueline foi inscrita pela equipe Molico/Nestlé, de Osasco, para jogar a fase final da Superliga. Mas devido ao recente nascimento do filho Arthur, e a falta de ritmo de jogo, ela não chegou a ser utilizada pelo técnico Luizomar de Moura.

Fato é que Jaqueline se viu sem saída após as reuniões dos clubes, na qual ficou estabelecido o ranqueamento para a temporada 2014/15 onde as equipes poderiam contar apenas com duas jogadoras com valor sete (pontuação dada às melhores atletas no Brasil).

E mesmo sem jogar uma temporada a jogadora permaneceu com a pontuação máxima, impossibilitando que os grandes clubes pudessem contratá-la. As únicas alternativas para a jogadora são, ou ter que se afastar da família e do filho, ou ir para uma equipe com pretensões menores na Superliga.

Acontece que os clubes precisam rever essa questão do ranqueamento pois esse fator prejudica no desenvolvimento do voleibol no país. E a presença de Jaqueline é essencial nos grandes clubes brasileiros, pois, além de se tratar de uma excelente jogadora, ela é e fundamental para o Brasil conquistar o tricampeonato olímpico, em 2016, no Rio de Janeiro.