Como seria a Liga Espanhola sem o Barcelona?

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Sabe-se que a Catalunha, região da Espanha onde está sediado o Barcelona, almeja conquistar a independência e se tornar um país. Se tal situação acontecer, segundo Javier Tebas, presidente da Liga de Fútbol Profesional (que comanda o Campeonato Espanhol), o Barça, assim como o Espanyol, terão que sair do torneio, pois a Lei do Esporte do país permite que apenas Andorra, Estado não espanhol, dispute a Liga das Estrelas.

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Tal situação, no entanto, não inviabiliza eternamente a participação do Barcelona e do Espanyol na competição, mas dificulta bastante, pois a sua inclusão ficaria condicionada a uma votação no parlamento espanhol aceitando a mudança e, principalmente, à própria concordância dos catalães em ter seus principais clube de fora da sua competição.

Na Catalunha já existe um campeonato de futebol organizado pela Federação Catalã e que conta com 31 equipes. Destas, nenhuma disputa a primeira divisão do espanhol. Com investimentos modestos, as equipes deste torneio não possuem estádios do tamanho aos que o Barça está acostumado e muito menos jogadores de capacidade técnica equivalente. Jogando o Campeonato Catalão, o Barcelona terá dificuldades, no primeiro momento, para contar com Messi, Neymar e Suárez, já que o atual regulamento é contrário à presença de estrangeiros (eles não são proibidos, mas devem cumprir requisitos para poderem jogar).

Sem o Barça na Liga Espanhola, o Real Madrid, hoje maior campeão com 32 conquistas, teria uma vantagem ainda maior para o segundo colocado. Se atualmente o Barcelona está nesta posição com 22 títulos (10 a menos), caso não existisse o clube catalão o Atlético de Madrid, por exemplo, poderia ter mais algumas conquistas do que as 10 que possui, pois em 1984 e 1975 ficou com o vice-campeonato atrás apenas dos Blaugranas, no entanto, não estaria mais perto dos Galácticos.

Além do número de títulos, a Liga Espanhola sem o Barcelona seria menos disputada. O Real Madrid, com toda a sua força política e financeira, produziria um domínio quase que absoluto e que só às vezes poderia ser ameaçado por uma ou outra equipe. O superclássico não existira e Messi, talvez, não fosse que é. Neste cenário, Neymar poderia ter aceito a proposta dos Blancos e hoje formaria dupla de ataque ao lado de Cristiano Ronaldo.