CBF reduz número de crianças que entram com os jogadores em campo

A tradicional festa quando os jogadores entram no gramado sofreu uma redução drástica por determinação da Confederação Brasileira de Futebol. Há aproximadamente um mês, a entidade, preocupada com o cumprimento do horário das partidas e em adequar o futebol brasileiro ao que se vê no restante do mundo, determinou que apenas 22 crianças podem entrar com jogadores nas partidas.

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É comum no Brasil que os torcedores mirins cerquem seus ídolos na subida ao gramado. Em alguns casos, o número pode variar entre 100 a 200 crianças, impedindo até os grandes ídolos de se deslocaram naquele mar de pessoas pequenas. Apesar disso, tal prática é uma praxes nos estádios nacionais e, de certa forma, é até mesmo esperado pelo público e, principalmente, pela criançada.

Quem nunca sonhou em ser jogador de futebol e que nunca também se imaginou subindo ao gramado ao lado de um grande ídolo? É dessa forma, por exemplo, que muitas meninos e meninas de escolinhas conseguem se aproximar das pessoas que eles desejam um dia imitar. Ainda que não seja uma medida padrão-FIFA, isso faz parte da cultura do nosso futebol.

Não obstante, tal costume foi banido, ao menos por ora, pela CBF. Não se trata de proibir que todas as crianças entrem com seus ídolos, mas tão somente controlar essa situação. Agora, caberá aos clubes determinar qual o critério de escolhas dessa garotada.

Um dos problemas imediatos da medida é que isso tende a impedir que alguns garotos e garotas, por exemplo, de escolinhas mais distantes dos grandes centros realizem parte de seu sonho. Antes da proibição, jogadores, dirigentes e convidados podiam indicar pessoas para ir ao gramado, mas agora o acesso fica menos complicado.

A decisão da CBF ocorre em um momento no qual o futebol brasileiro vem perdendo fãs para os bons jogos que são transmitidos do Velho Mundo, onde tal controle ocorre. Contudo, tentar se aproximar do que se considera o modelo ideal pela limitação de conduta não é o melhor caminho. Agindo assim, a CBF, ao invés de cultivar amantes do esporte bretão,  destrói alguns sonhos e afasta ainda mais a nova geração da paixão pelo futebol.

Foto: Getty Images