Atleta-recruta estreia na seleção da Estônia e precisa voltar ao quartel após o jogo

A seleção de futebol da Estônia tem um verdadeiro guerreiro em campo. Não se trata de um jogador raçudo ou de muita garra. O sentido da palavra é literal.

Artur Pikk, 21 anos, é zagueiro e, ao mesmo tempo, recruta do exército estoniano. Por causa disso, assim que terminou sua participação na partida contra a Inglaterra, no último domingo, o atleta voltou correndo para o quartel.

O serviço militar na Estônia é obrigatório e levado muito a sério. Todos os homens precisam servir por oito meses. Atletas de ponta ficam pelo menos três meses no exército.

Pikk se alistou dia 29 de novembro porque achava que não seria convocado por sua seleção. Mas foi. E com a contusão de dois jogadores de sua posição, precisou de uma autorização especial das Forças Armadas para enfrentar a Inglaterra.

Ele deixou o exército na sexta, treinou no sábado e entrou em campo no domingo, na derrota por 1 a 0 para a Inglaterra. “A partida foi dura para mim porque não tenho treinado todos os dias”, afirmou depois do jogo.

Após a entrevista, Pikk saiu correndo pois teria de estar no quartel até meia-noite. E deve ter dormido pouco. No exército, os recrutas acordam às 6h para os exercícios matinais.

Foto: Divulgação



Jornalista, formado na Metodista, com passagens pelo UOL, R7, Meia Hora e Diário do Grande ABC.