Veja os erros e acertos na vitória do São Paulo sobre o Botafogo

Botafogo e São Paulo disputaram uma emocionante partida no estádio Mané Garrincha, em que o Tricolor Paulista venceu o Alvinegro Carioca pelo placar de 4 a 2 e se aproximou ainda mais do líder Cruzeiro. O Botafogo, por sua vez, ficou mais perto da Zona de Rebaixamento.

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Com a bola rolando, as duas equipes jogaram buscando o ataque e só no primeiro tempo foram cinco gols marcados. Alan Kardec abriu o placar para o São Paulo, aos 7 minutos, mas aos 19 e 22, o Botafogo virou o jogo com Zeballos e André Bahia, respectivamente, valendo-se de falhas do adversário na bola aérea. Antes do final da etapa inicial, contudo, o São Paulo voltou a ficar em vantagem com dois gols de Souza que, aos 32 e aos 39, fez a alegria da torcida são-paulina.

No segundo tempo, o Botafogo tentou reagir, mas a infantil expulsão de Airton abortou qualquer chance do time carioca. Recluso em seu campo defensivo, o Botafogo até tentou sair, sobretudo com a partida chegando ao fim, mas foi surpreendido por contra-ataque em que Alexandre Pato, aos 36, deu números finais a partida: 4 a 2 para o São Paulo.

Entretanto, uma partida tão eletrizante quanto essa, está recheada de erros e acertos que norteiam a campanha das equipes no Campeonato, ajudando a explicar os motivos de estarem onde estão (São Paulo é vice-líder e o Botafogo, décimo quarto colocado e a dois de entrar no Z4).

Botafogo – acertos e erros

O time de Vagner Mancini tem sofrido com a instabilidade emocional de seus jogadores e, nas duas última partidas (Atlético-MG e São Paulo) sofreu com expulsões infantis (Dankler e Airton), dificultando em demasia qualquer reação da equipe Além disso, outro fator que tem afetado o Alvinegro, é o improviso em alguns setores. Nas duas derrotas, Dankler e Gabriel quebraram um galho na lateral-direita, mas não foram bem e, inclusive, a dupla de volantes viu o primeiro, o segundo e o terceiro gols do São Paulo surgirem justamente deste setor. No meio-campo também há falta de um organizador, sobretudo após as lesões de Carlos Alberto e Daniel.

Além disso, o fato de Jefferson, seu goleiro titular, estar defendendo a seleção brasileira é um dos fatores que torna a defesa do Glorioso mais vulnerável. Com o melhor arqueiro do Brasil sob sua meta, o Botafogo tem média de um gol sofrido por jogo neste Brasileirão, sem ele, no entanto, esse número salta para um gol e meio contra por partida.

Por outro lado, nem só de erros vive um time de futebol e com o Botafogo não é diferente. O time consegue usar bem as jogadas de bola aérea (marcou dois gols contra o São Paulo assim) e também tem conseguido fazer uma boa marcação no campo de defesa do adversário, porém, é preciso mais para um clube de tanta tradição que não tem conseguido converter em gols as chances que tem.

São Paulo – acertos e erros

O São Paulo é um time de grande capacidade técnica e que não se limita ao quarteto ofensivo formado por Paulo Henrique Ganso, Kaká, Alexandre Pato e Alan Kardec. No duelo contra o Botafogo, por exemplo, Souza, com dois gols, e Michel Bastos, com uma assistência, foram muito bem no apoio ao ataque.

Em razão dessa capacidade técnica também o time consegue se adaptar para explorar os defeitos do adversário, sem, no entanto, abrir mão do que lhe é mais marcante: o toque de bola rápido e objetivo.

Na defesa, porém, há defeitos que parecem incorrigíveis, sendo o principal deles a dificuldade nas jogadas aéreas, como mostram os dois gols alvinegros.

FICHA TÉCNICA:

BOTAFOGO 2 X 4 SÃO PAULO

Estádio: Mané Garrincha, em Brasília
Data/hora: 
10/9/2014 – 22h
Árbitro:
 Marielson Alves Silva – (BA)
Auxiliares: Alessandro Rocha de Matos (FIFA/BA) e Elicarlos Franco de Oliveira (BA)
Público/Renda:
 24.857 / R$ R$ 1.975.740,00
Cartões amarelos: Souza e Pato (SPO); Sidney (BOT)
Cartão vermelho: Airton
Gols: Kardec – 7’/1°T (0-1); Zeballos – 19’/1°T (1-1); André Bahia – 22’/1°T (2-1); Souza – 32’/1°T e 39’/1°T (2-3) e Pato – 36’/2°T (2-4)

BOTAFOGO: Andrey, Gabriel, Bolívar, André Bahia e Junior Cesar (Sidney, aos 14’/2°T); Airton, Rodrigo Souto, Julio Cesar, Zeballos (Gegê, 30’/2°T) e Wallyson; Ferreyra (Yuri Mamute, 14’/2°T). Téc: Vagner Mancini.

SÃO PAULO: Rogério Ceni: Auro, Toloi, Edson Silva e Michel Bastos; Denilson (Hudson, 39’/2°T), Souza (Maicon, aos 36’/2°T), Kaká (Osvaldo, aos 22’/2°T) e Ganso: Pato e Kardec. Téc: Muricy Ramalho.