Traumatizado com nordestinos, Inter visita Vitória pensando em espantar a zica

Inter

O Inter não está tendo boas lembranças de confrontos contra times nordestinos e conseqüentes turbulências em 2014. Tudo começou a um tempo atrás, no Beira-Rio, quando recebeu o Ceará pela Copa do Brasil e acabou derrotado.

A eliminação para o Vôzão, na semana seguinte, foi encarada até com certa tranqüilidade, afinal, o time ainda poderia disputar a Copa Sul-Americana e conseguir pelo menos um trofeuzinho na temporada.

Porém, entrou em seu caminho outro time arretado, o Bahia. Novamente derrotado em casa, o Inter foi à Salvador sem muitas esperanças e, de fato, o empate em 1×1 foi a comprovação de que estava difícil acompanhar o ritmo do axé baiano.

O problema, nesse caso, é que a torcida começou a ficar descontente em ver todo mundo “ralar o tchan”, menos o Inter, e o jogo contra o Figueirense, no domingo, passou a ser encarado como a ressurreição da equipe e a demonstração que, apesar dos percalços, estava tudo sob controle.

A banda até começou a tocar certinha, com os gols de D’Alessandro e Paulão. Porém, bastou Wellington entregar de graça um gol para o adversário, que os comandados de Abel perderam o jeitão de como “passar por debaixo da cordinha”.

O empate, com um gol contra esdrúxulo de Fabrício, e depois a virada, vinda dos pés de Giovanni Augusto, instauraram o clima de caos, que culminou com a confirmação da derrota em um jogo que todos contavam com a certeza da vitória.

Pimenta no acarajé

Os desdobramentos de tal resultado não poderiam ser piores. primeiro, ainda durante o jogo, Rafael Moura foi vaiado sempre que tocava na bola, o que o motivou, inclusive, a escrever uma nota oficial pedindo mais “malemolência de espírito” ao torcedor colorado.

Depois, imediatamente após o término da partida, um contingente de torcedores, indignado com o acúmulo de vexames da equipe, se aglomerou em frente a um dos portões do estádio e passou a protestar, principalmente contra Abel Braga e, novamente, Rafael Moura, tido como um dos pivôs da crise atual.

Que Salvador salve o ano

Assim sendo, a partida de hoje contra o Vitória, lá em Salvador, deixou de ser mais uma “micareta” em que o Inter ia “pegar geral” e agora é encarado como o jogo que pode definir o destino final do time no campeonato. Em outras palavras: é necessária atenção absoluta, afinal, há toda uma reputação em jogo e, acima de tudo, o Brasileirão é a única chance de o Inter ainda “colocar a tcheca pra sambar”.

Caso vença, é grande a chance de espantar pra longe a macumba que colocaram em seu caminho. Agora, caso perca, é bem provável que algumas oferendas sejam jogadas ao mar, para Iemanjá. Se uma delas responder pelo nome de Abel Braga, não seria de se espantar.

Ficha técnica – Vitória x Internacional

Campeonato Brasileiro – 20ª rodada

Estádio Barradão, em Salvador – 22 horas

Vitória: Junior Fernandez; Nino Paraíba, Luiz Gustavo, Kadu e Juan; Neto Coruja, Cáceres, Richarlyson, Escudero e Marcinho; Dinei.

Técnico: Ney Franco

Internacional: Dida; Gilberto, Paulão, Ernando e Fabrício; Ygor, Wellington D’Alessandro, Alex e Alan Patrick; Rafael Moura.

Técnico: Abel Braga



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