Opinião: STJD, cadê a coerência?

STJD

Nesta terça-feira (15) o América-MG foi punido pelo STJD, que alegou a escalação irregular do lateral Eduardo, e puniu o clube com a perda de 21 pontos no Brasileirão da série B, fazendo com que o time deixasse a oitava colocação para se tornar lanterna do campeonato. Há fortes fatos que comprovam que o clube mineiro, de fato, merece a punição, mas o que vai acontecer com o meia Petros, do Corinthians, que não possuía condições de ter seu nome publicado no BID, o que implicaria na sua não regularização para jogar contra o Coritiba, no dia 3 de Agosto?

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Histórias como essas nos fazem acreditar que sim! O Supremo Tribunal de Justiça Desportiva leva, e muito, em consideração o peso da camisa. Maior e mais revoltante prova disso foi o que aconteceu com a Portuguesa, no Campeonato Brasileiro do ano passado, quando por utilizar o atacante Héverton de maneira irregular, foi punido e acabou sendo rebaixada, garantindo a permanência do Fluminense na elite do Brasileirão.

Até hoje está decisão não foi engolida por comentaristas, especialistas e torcedores, principalmente porque em outros casos como este, poucas vezes o STJD foi tão rígido. Mas nesta temporada a história está se repetindo, só que com outros personagens e em outro enredo. Se o América-MG foi julgado por uma escalação irregular, o mesmo deveria acontecer com o Corinthians. Os resultados dos julgamentos, inclusive, deveriam ser o mesmo. Se punir um, tem que punir os dois!

Entenda os casos:

– América-MG:

No final de Agosto a diretoria do Joinville alertou o STJD sobre o fato do lateral Eduardo, do clube mineiro, já ter atuado por outras duas equipes brasileiras nesta temporada (São Bernardo e Portuguesa) em competições de nível nacional. A escalação infringe, segundo o clube catarinense, o artigo 214 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), além do artigo 49 do Regulamento Geral de Competições de 2014 da CBF que diz que : “um clube não poderá incluir em sua equipe, na mesma temporada, um atleta que já tenha atuado por dois outros clubes, em quaisquer das competições coordenadas pela CBF”.

– Corinthians:

Petros chegou ao alvinegro após o final do Campeonato Paulista, por empréstimo junto ao Hortelandia. Com boas atuações, o Corinthians resolveu contratá-lo em definitivo e renovar seu contrato. Feito isso, jogador e clube rescindiram o contrato de empréstimo e substituíram por um vínculo até 2018. O novo contrato foi registrado no BID (Boletim Informativo Diário) da CBF no dia 1º de agosto, porém, só teria validade a partir do dia 2, ou seja, o jogador não poderia ter aparecido no BID no dia 1º, porque a inscrição só poderia ter sido feita na segunda-feira, dia 4. O problema é que Petros entrou em campo no domingo dia 3, contra o Coritiba, pela 13ª rodada do Campeonato.

Se formos levar a “ferro e fogo”, os dois clubes estão descumprindo artigos do Códio Brasileiro de Justiça Disciplinar e merecem punição. Mas são os dois! Corinthians e América-MG. O caso do meia Petros veio à tona muito antes do caso do lateral Eduardo, mas por que ainda não houve julgamento para o clube paulista, o que implicaria na perda de 21 pontos e na eliminação da Copa do Brasil?

Ô STJD, cadê a coerência?