Não deixem que a briga política acabe com o Santos

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Tenho acompanhado a disputa eleitoral no Santos com relativa proximidade, e por isso faço um apelo: Não deixem que a briga política acabe com o clube.

O Santos está internamente esfacelado. Os membros do Comitê de Gestão estão rachados. O presidente Odílio Rodrigues está cada vez mais isolado.

A oposição viu na fraqueza da situação uma chance clara de voltar ao poder. Mas os membros da oposição sequer conseguem sem entender…

Faço um desafio a vocês: quem são os candidatos para a eleição do final do ano? Até agora, apenas dois foram confirmados: José Carlos Peres e Modesto Roma, este com o apoio do ex-presidente Marcelo Teixeira. Quem são os outros? Quem é o candidato da situação, Nabil Khaznadar?

Pré-candidatos não faltam, mas quem terá a força suficiente para brigar pelo clube?

O motivo do meu apelo é porque, por mais que não admitam, a briga política tem efeitos em campo. Odílio Rodrigues cedeu a pressão para demitir Oswaldo de Oliveira. Enderson Moreira chega com a clara missão de recuperar Leandro Damião, a contratação mais cara da história do Santos – provavelmente o maior mico também, a não ser que ele comece a jogar o que se esperava.

Claro que o Santos é maior do que isso, e não vai acabar. Mas esse pedido reflete uma certeza: se o Santos permanecer com esse ambiente de ebulição política, dificilmente terá um desempenho em campo suficiente para garantir a vaga na Libertadores ano que vem, e terminará na famosa “zona do nada” na tabela – isso se não brigar para escapar do rebaixamento.

Crédito da foto: Flickr/Divulgação



Jornalista de esportes desde 2005, com passagem pelo UOL e Terra. Editor de comunidades do Torcedores.com e blogueiro do renanprates.com