Jô revive pior fase da carreira depois de auge na seleção

Jô

Jô tem vivido um 2014 de altos e baixos, literalmente. Depois de um primeiro semestre razoável em que, repetindo a dupla com Ronaldinho Gaúcho, conseguiu garantir sua vaguinha na seleção brasileira que disputou a Copa, o atacante agora amarga jejum de gols. Isso não acontecia desde sua frustrada passagem pela Inglaterra.

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Na ocasião, Jô foi comprado a peso de ouro pelo recém-tornado milionário Manchester City, após conseguir marcar 59 gols pelo CSKA Moscou em pouco mais de 80 jogos. No time celeste, no entanto, suas fracas atuações o levaram a ser emprestado duas vezes: primeiro para o Everton, também da Inglaterra, onde fez 5 gols e depois para os turcos do Galatasaray, onde marcou apenas 3.

Descontente com o jogador, o City sequer se esforçou para mantê-lo em seu elenco e assim que o Inter demonstrou interesse, liberou o jogador, que voltou ao Brasil com status de promessa que vingou menos que o esperado.

Para quem não se recorda, Jô foi revelado pelo Corinthians e estreou no time profissional do clube com apenas 16 anos, sendo o jogador mais jovem da história do alvinegro a jogar com a camisa do time principal. Pela idade precoce, os números de Jô impressionaram e nos dois anos em que esteve no Parque São Jorge, ele fez 17 gols, sendo assim vendido ao CSKA.

No Inter, porém, novamente Jô não cumpriu com o esperado e, após apenas 6 gols feitos em pouco mais de uma temporada e meia, foi para o Atlético-MG, onde viveu, certamente, o melhor momento de sua carreira.

Formando um trio ofensivo infernal ao lado de Tardelli e Bernard, e municiado pelo craque Ronaldinho Gaúcho, Jô foi decisivo na campanha da Libertadores de 2013, onde o time foi campeão. Mesmo em 2012, cujo título do Brasileirão escapou das mãos do time na parte final da competição, Jô teve sua importância, marcando gols em jogos difíceis.

Entretanto, na atual temporada, o atleta teve uma queda de rendimento brusca, principalmente depois que Ronaldinho Gaúcho deixou o clube. Era notório quão parceiros eram os dois, que costumavam comemorar seus gols juntos, dando um pulo e uma peitada um no outro, parecido com o que fazem jogadores da NBA e NFL.

A pífia campanha da seleção brasileira na Copa, principalmente pelo baixo desempenho do centroavante Fred, também ofuscaram Jô, que mesmo na condição de reserva, pagou o preço, já que ele poderia ser uma opção interessante em caso de emergência. Contudo, nas poucas vezes que entrou nos jogos, não fez praticamente nada de efetivo.

Agora o jogador vive, novamente, uma fase de incertezas, assim como aconteceu antes de chegar ao Atlético-MG. A ausência dele no último jogo da equipe, na qual não ficou sequer no banco de reservas e foi preterido até pelo jovem Carlos e pelo também instável André, é sintomática.

Levir percebeu que há algo de muito errado com Jô e a falta de gols é só um sinal disso. Ontem, em entrevista coletiva concedida na Cidade do Galo, Jô comentou que Levir conversou com ele sobre o veto e disse que era para que ele “refletisse” sua situação.

Se vai dar certo, ou não, somente o tempo pode dizer. Mas, pelo que disse o atacante, reconhecendo que precisa treinar mais e melhor, a retomada do caminho dos gols está encaminhada. Que a reflexão reflita na rede: é bom para ele e, principalmente, para o Galo.

Foto: Getty Images



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