Empate contra Grêmio expõe, mais uma vez, o maior defeito do Atlético-MG

O último gol que o Atlético-MG fez no Campeonato Brasileiro foi há duas rodadas, quando o time bateu o Botafogo por 1 a 0, em casa. Pior do que a ausência de gols, porém, é a dificuldade que o time tem em marcá-los.

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Nas últimas seis partidas, o Atlético-MG não conseguiu marcar mais do que um gol em seus adversários e, em todo o campeonato, o time fez de dois gols para cima em apenas sete ocasiões: Cruzeiro, Santos, Vitória, Fluminense, Atlético-PR, Palmeiras e Figueirense, todos no primeiro turno. Muito pouco para quem sonha, pelo menos, com o G4, já que o título está ficando cada vez mais polarizado entre Cruzeiro e São Paulo.

Não é coincidência, aliás, que os atacantes “de formação” do time, ou seja, aqueles que jogam prioritariamente para fazer gols, sejam o “boi de piranha” dessa situação, uma vez que muito da responsabilidade por essa atual má fase ofensiva são deles. Jô, inclusive, sequer foi relacionado para o jogo de domingo, contra o Grêmio.

Por mais que Diego Tardelli, em ótima fase, e Luan, um jogador sempre perigoso, possam quebrar um galho como artilheiros, fica muito difícil melhorar o rendimento quando uma das peças da engrenagem não funciona. Assim como quando uma defesa sofre muitos gols: mesmo que o ataque faça sua parte, se a defesa não dá conta do recado, é muito difícil um time desses ir longe.

Entretanto, sobra ainda um alento ao torcedor atleticano, que é bom que fique claro, acima de tudo, está muito distante de ser um mérito: o time não possui, por uma grande diferença até, o pior ataque do campeonato. Isso demonstra que a falta de gols é uma coisa generalizada na competição.

Por outro lado, os números mostram também que os times que não têm receio de jogar ofensivamente, têm sido premiados com bons resultados e colocações melhores na tabela. Boa parte da ascensão do São Paulo se deve a isso. A liderança isolada e tranquila do Cruzeiro também.

Ainda há alternativas para o Galo conseguir seus objetivos no Brasileirão 2014. Mas precisa colocar as asinhas de fora, literalmente.

Foto: Getty Images



Tudo o que preciso é um papel e uma caneta. Apaixonado por esportes desde 1900 e bolinha: de futebol, basquete, tênis, rugby...