Eliminação do Brasil no Mundial: Frustração, mas não decepção

A princípio, pode parecer até um pouco de conformismo ou aceitação de uma derrota, algo que com certeza não faz parte do histórico esportivo brasileiro. Mas, se for feita uma fria análise da participação do Brasil no Mundial de basquete, o balanço deve ser muito mais positivo que negativo, seja na questão do resultado ou no aspecto moral e psicológico.

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Há tempos não tínhamos a oportunidade de efetivamente confiar em nossos jogadores da bola laranja como ocorreu no torneio da Espanha.

Acreditar que era bem palpável uma medalha que tanto nos faz falta, não vindo desde os anos 70.

Ver o mundo se surpreender com a nossa excelente geração de mistura entre NBB, NBA e basquete europeu, chegando a ser considerada por alguns jornalistas norte-americanos a equipe com maior potencial ao posto de 3° mais forte do torneio, atrás apenas de EUA e Espanha, que estão em planejamentos muito mais avançados em relação a tempo de trabalho.

O maior exemplo atual vivido nesse esporte é justamente sobre os donos da casa, que até os anos 80 não sabiam o que era competir em alto nível. Um investimento pesado, intercâmbio nos principais centros e o fortalecimento da sua liga interna foram itens de importância máxima para a melhoria gradativa. Até que, no início dos anos 2000, surgiu uma geração fantástica, tendo representantes até hoje do nível de Pau Gasol e Juan Carlos Navarro.

Não há fórmula mágica ou recuperação instantânea. É um trabalho lento, a longo prazo.

Já são quatro anos de evolução nas mãos de Magnano, mesmo com o tropeço na Copa América do ano passado. Afinal, quem não tropeça antes de aprender a andar? Porém, um tropeço sem insistir no caminho é parar no tempo.

Aliás, antes de 2010, sabíamos muito bem o que era isso.

Foto: Getty Images



Jornalista formado em 2012 pela FIAM e que tem paixão por esportes, destacando-se Futebol, MMA, Basquete e Automobilismo. Foi editor e repórter do Universo dos Sports.