Derrota para o São Paulo expõe ponto fraco do Cruzeiro

O Cruzeiro vem fazendo até agora uma campanha digna de DVD, livro, camisa promocional e toda a sorte de produtos de marketing que exalte o feito: tem o melhor ataque, o maior saldo de gols, foi o time que mais venceu, tem os dois artilheiros do campeonato e foi o único time do Brasil a ter dois jogadores convocados para o selecionado de Dunga.

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Por outro lado, a derrota para o São Paulo mostra que, sim, apesar de todas as invejáveis qualidades ostentadas pela equipe de Marcelo Oliveira, eles têm seus defeitos. Um deles, aliás, até pouco tempo atrás, poucos iriam notar: a defesa.

Ainda que seja uma das melhores do campeonato, a defesa do Cruzeiro tem demonstrado algumas falhas nos últimos jogos. Coincidência, ou não, exatamente na mesma época em que começou a aparecer no retrovisor da Raposa alguém que pudesse realmente ameaçar seus planos para o bicampeonato.

Desde o jogo contra o Fluminense, na semana passada, quando a diferença para o São Paulo caiu de 9 pontos para 7, o Cruzeiro já sofreu seis gols, o que representa 28% dos gols sofridos pelo time até agora, 21.

Sendo assim, somente nas últimas três rodadas, o Cruzeiro sofreu praticamente um terço dos gols que levou no campeonato inteiro. Não é um dado de se ignorar. Principalmente se levarmos em consideração que nas três partidas em questão, o time foi bastante atacado, uma vez que os adversários, aparentemente, tem percebido que a melhor defesa contra a Raposa, é o ataque.

Expandindo um pouco mais essa argumentação, é possível notar que até mesmo a Chapecoense, que enfrentou a equipe antes do Fluminense, conseguiu fazer dois gols, tendo chegado a virar o primeiro tempo vencendo e dado alguns sustos durante a segunda etapa, ficando até bem próxima do empate.

O desafio para Dedé e companhia é, daqui pra frente, ter a consciência de que, talvez, ninguém mais tenha tanto receio assim de fazer com o Cruzeiro o que o Cruzeiro faz com todo mundo, afinal, amostras dos pontos fracos da celeste têm sido dadas rodadas após rodada e a China Azul é, sem dúvidas, o time a ser batido.

Até que alguém prove o contrário.

Foto: Getty Images



Tudo o que preciso é um papel e uma caneta. Apaixonado por esportes desde 1900 e bolinha: de futebol, basquete, tênis, rugby...