Cruzeiro mostra força e vira para cima do Bahia no Brasileirão

negociações do Cruzeiro
Foto: Getty Images

O Cruzeiro encaçapou mais uma bola na sinuca do Brasileirão: dessa vez foi a tricolor, do Bahia. E não foi nada fácil, uma vez que a Raposa saiu atrás do placar e teve que correr muito para conseguir a virada e vencer o jogo.

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Lanterna da competição, o Bahia não tinha muita coisa a perder e mesmo jogando em um Mineirão lotado, tratou de partir pra cima do Cruzeiro desde o início. Aproveitando os contra-ataques, o tricolor baiano teve pelo menos duas boas chances de gol até marcar o seu.

Nas três situações, o trio ofensivo do visitante apostou na velocidade para sair na cara do gol de Fábio. Até mesmo depois do gol, o Bahia chegou com perigo à meta azul e poderia até ter aberto uma diferença maior no placar. Porém, não conseguiu, e, no segundo tempo, a história mudou completamente.

Indo pra cima na base da raça, o Cruzeiro teve de ser parado à força, e diversas faltas foram saindo. Em uma delas, Lucas Silva desceu uma bomba que fez a bola explodir no travessão de Marcelo Lomba e deixou uma nuvem de preocupação sob o lado baiano do gramado.

Já a segunda falta, foi dentro da área. Um lance muito duvidoso, mas assinalado pelo juiz. Éverton Ribeiro, recém-chegado da seleção, bateu fraco e quase no meio do gol, mas Lomba escolheu pular para outro canto e a bola entrou.

O empate devolveu a tranquilidade ao Cruzeiro, que passou a tocar mais a bola e fazer o jogo que o consagrou, ou seja, de movimentação constante e muita velocidade na troca de passes. Foi em uma trama dessas, aliás, que veio a virada.

Após cruzamento curto na direção da marca do pênalti, Marcelo Moreno ajeitou com a barriga e Ricardo Goulart pegou um belo chute, de primeira, que morreu no cantinho do gol do Bahia. O tento sacramentou a virada cruzeirense e mostrou que o time tem, sim, poder de reação, algo que ninguém ainda tinha certeza, uma vez que o Cruzeiro tem jogado tão bem, que sequer houve a necessidade de se virar um jogo, como nesta quinta-feira.

Outro ponto animador à torcida é que o time mostrou calma em um momento de tensão absoluta, afinal, não apenas perdia o jogo, como o fazia diante de um time rápido e insinuante, jogando como franco-atirador e arriscando tudo. Além disso, caso saísse derrotado de campo, veria sua vantagem na liderança diminuir para quatro pontos e ficaria arriscado a, no final de semana, ter apenas um ponto à frente do segundo colocado, São Paulo.

Isso, nessa altura do campeonato, poderia ligar o alerta vermelho, já que o tricolor paulista, em um dos três títulos brasileiros que conquistou entre 2006 e 2008, arrancou uma diferença de 11 pontos do Grêmio e a arrancada para isso começou, justamente, no início do returno, quando o tricolor gaúcho começou a ter tropeços.

O Cruzeiro conseguiu passar bem, mesmo levando um susto, de seu primeiro teste de fogo, pelo menos no que se refere ao lado psicológico da jornada rumo ao bi. No domingo, terá mais um e, por mais difícil que possa ser, a equipe tem tudo para entrar em campo mais confiante. Se é que precisa de mais confiança para esses caras.



Tudo o que preciso é um papel e uma caneta. Apaixonado por esportes desde 1900 e bolinha: de futebol, basquete, tênis, rugby...