Breno no São Paulo: Necessidade ou assistencialismo?

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Um dos grande motivos para a lentidão na recuperação do São Paulo na competição é a fragilidade que a sua defesa demonstra não só hoje, mas ao longo da competição.

O duelo contra o Coritiba deixou evidente, em mais uma oportunidade, que se não houver uma dedicação intensa dos jogadores não só considerados líderes, como Kaká e Rogério Ceni, como também de outros nomes importantes como Ganso, Alan Kardec, Pato e etc., dificilmente a equipe poderá contar com grande resistência de Rafael Toloi e Edson Silva,

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Mesmo munidos da marcação de Álvaro Pereira, que também falhou na partida, e de vontade e disposição do jovem Auro, é necessário qualificar o setor. O que nos remete a uma contratação feita no final ainda de 2012, sob a batuta de Juvenal Juvêncio: Breno.

Cumprindo pena na Alemanha por ter incendiado a própria casa desde 2011, o jogador teve aventada a sua possibilidade de liberação por comportamento em algumas oportunidades, o que fez o clube do Morumbi conversar com o atleta e, posteriormente, firmar um contrato de três anos com o mesmo.

Porém, nem Juvenal e nem o corpo jurídico do São Paulo contavam com a firmeza da justiça alemã, que foi postergando a estadia de Breno no regime semi-aberto até ao seu final, que se dará no fim de 2014. Ansiosos por resolverem os problemas defensivos, os dirigentes do tricolor na gestão passada deram um tiro no escuro e atiraram uma bomba. Acertaram o tiro no pé e jogaram uma bomba no colo da atual gestão.

Agora, a situação ganha um contorno ainda mais dramático, já que o fim do contrato de Breno será em Outubro de 2015. Além de ter apenas 13 meses de contrato no momento, seis deles praticamente não tem validade, já que até Dezembro o jogador não poderá vir para o Brasil e já está acordado que ele terá três meses de recuperação da forma física.

Detalhe: O jogador já custou aos cofres do clube, até o mês passado, cerca de R$ 300 mil. Para um clube que passa por dificuldades financeiras, é uma quantia considerável

Ele pode jogar muita bola em 2015 e calar a minha boca, eu até espero que isso ocorra. Mas, até agora, a contratação parece mais um assistencialismo do que uma necessidade.



Jornalista formado em 2012 pela FIAM e que tem paixão por esportes, destacando-se Futebol, MMA, Basquete e Automobilismo. Foi editor e repórter do Universo dos Sports.