Atlético-MG reencontra o único time que o venceu no Horto

O Atlético-MG tem feito até agora uma campanha equilibrada em números. Ao contrário, porém, do que se pode imaginar, isso não significa que o time está tão bem classificado quanto gostaria e nem que o ambiente na Cidade do Galo é da plena paz.

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Em oposto disto, Levir Culpi tem buscado, rodada após rodadas, novas formas de jogar e fazer com o que o time engrene para, ao menos, conseguir a classificação para a Libertadores.

Enfrentando dificuldades diversas, dentre elas a quantidade de jogadores contundidos, o ataque pouco eficiente e uma defesa que, apesar de sofrer poucos gols, não passa toda a segurança que se gostaria, o Galo entra em campo amanhã contra o Goiás, no Serra Dourada, entalado com mais um fator adverso: o time esmeraldino foi o único que derrotou o alvinegro mineiro em Belo Horizonte neste Campeonato Brasileiro.

Em partida ocorrida na terceira rodada, o Atlético-MG colocou em campo um time misto e de ressaca moral, após ter sido eliminado pelo Atlético Nacional-COL na Libertadores. Naquele dia, Ronaldinho e Diego Tardelli, dois dos principais jogadores do time não jogaram e Jô, que ainda despertava certa esperança de resolver os jogos, acabou substituído logo no começo da partida, o que deixou a equipe totalmente órfã da criatividade.

A derrota para o Goiás não somente representou a constatação de que o encanto de 2013 havia realmente chegado ao fim, como escancararam a má fase pela qual o time passava, já que o revés para o adversário goiano foi o sexto jogo seguido sem vitória que o Atlético-MG acumulou naquela época. Até mesmo o tão temido Horto, uma das armas do time, não passou de apenas um campo de jogo, como qualquer outro.

Daquela rodada em diante, muita coisa mudou para o time. Engatou cinco jogos seguidos sem perder, sendo quatro vitórias (uma delas, o clássico contra o Cruzeiro) e um empate, e aproveitou a pausa para a Copa para dar linha para Fernandinho e Rosinei, dois jogadores que acabaram por não agradar Levir Culpi e saíram dos planos.

O fato é que quando o Goiás aprontou pra cima do Galo, o alvinegro terminou na zona de rebaixamento do campeonato. Foi uma das poucas vezes em que isso aconteceu desde a trágica temporada de 2006, quando o time foi, de fato, parar na Segunda Divisão.

Dali para cá, entretanto, a ascensão do time foi paulatina e hoje, mesmo longe das cabeças como gostaria, está mais longe ainda de perder a cabeça na zona da degola. O que já é uma grande coisa.

 

Foto: Getty Images

 

 



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