Apito prejudica o Corinthians, mas não esconde nova má atuação

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A arbitragem brasileira é péssima, mas em vários momentos não se justifica o exagero nas reclamações em relação a ela. Por grande parte dos treinadores, contestar o apito virou muleta para disfarçar erros da sua própria equipe. E nesse quesito, Mano Menezes e a diretoria corintiana são referências.

Hoje, no entanto, não há como não relacionar a derrota no Maracanã aos apitadores. No gol da vitória rubro-negra, marcado por Wallace, Eduardo da Silva, que participou diretamente da jogada, estava impedido.

O Flamengo poderia ampliar em pênalti cobrado por Eduardo da Silva. No lance, a bola bate no braço, junto ao corpo, de Fagner, após chute de Éverton. Sandro Meira Ricci apontou a marca fatal. O que o lateral iria fazer? Amputar seu membro? O estrago não foi maior porque Cássio defendeu a batida.

Desta vez, há motivos para chiar. Agora, dizer coisas do tipo de que há um complô contra o time, já é total falta de nexo. Será que os reclamões de plantão não se lembram do gol mal anulado do Fluminense, em Itaquera, há três rodadas? Ou até mesmo alguém que julgue uma possível má intenção do juiz Sandro Ricci não parou para pensar que foi ele o autor da marcação daquele pênalti absurdo de Gil, hoje no Corinthians, sobre Ronaldo, no duelo contra o Cruzeiro em 2010?

Erros acontecem para todos os lados. Hoje o Corinthians foi lesado; ontem, beneficiado. Amanhã voltará a ser prejudicado, e depois virá uma nova ajuda como consolo.

Além de questionar o apito, Mano Menezes, diretoria e o torcedor corintiano devem reclamar de mais uma apresentação fraca, na qual os paulistas foram dominados do início ao fim, ameaçando o Flamengo apenas uma vez em 90 minutos, em finalização de Luciano.

A arbitragem precisa melhorar, muito. O Corinthians também.

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Estudante de jornalismo na Universidade Presbiteriana Mackenzie e alucinado por futebol.