Tardelli se diz indiferente sobre jogar no Horto ou no Mineirão

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“Caiu no Horto, tá morto!”. Esse é, com razão, um dos mantras da torcida atleticana. O acanhado estádio Independência, localizado no bairro do Horto, em Belo Horizonte, tornou-se um templo para o Galo desde o ano passado, quando na campanha campeã da Libertadores, a equipe utilizou-se do local para mandar a maioria dos seus jogos.

Exceto pela final, disputada no Mineirão, as 6 partidas anteriores com mando do Atlético-MG na competição continental aconteceram no Independência e isso criou um sentimento de identificação e até certa religiosidade da torcida, que aproveitava o formato das arquibancadas e a proximidade com o gramado para formar verdadeiros caldeirões e desestabilizar consideravelmente quem enfrentava o Galo naquelas bandas.

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Diego Tardelli, o atacante dos 101 gols, foi um dos que mais tirou proveito dessa situação. Atuante mais pelas pontas, Tardelli sentia de perto a vibração da Massa, que acabava sendo um combustível a mais ao longo das partidas.

Apesar disto e de reconhecer a relevância do Horto para a vitoriosa história recente do Galo, Tardelli é ponderado ao analisar o tamanho do peso do Independência para o desempenho da equipe.

Em entrevista concedida na Cidade do Galo, Tardelli assinalou que “(o time) tem sorte no Mineirão. A maioria dos gols que fiz pelo Atlético foi lá. Só que eu gosto do Independência também. Lá exercemos uma pressão, tipo um caldeirão. Eu gosto de atuar nos dois”.

O jogador também relembrou que o Atlético-PR, próximo adversário do alvinegro, foi o primeiro time que derrotou o Galo no Independência. Pregando o respeito, mas sem perder a confiança em si próprio e em seus companheiros, o camisa 9 frisou a qualidade do Furacão, porém reforçou que aquela derrota foi em outro contexto.

“A derrota do passado foi algo diferente, com euforia pela saída do Bernard e até a expulsão dele prejudicou um pouco. É um adversário difícil. O Atlético-PR teve a sorte de vencer a gente ano passado e acabar com a nossa série de invencibilidade, mas esperamos voltar a vencer”.

Relembre o fato

Na ocasião, a partida marcava a despedida de Bernard do Atlético-MG. Recém campeão da Libertadores, o garoto entrou em campo com tanta gana, com sede de se despedir com vitória, que acabou expulso depois de marcar um gol e comemorar tirando a camisa. Ele, que já tinha levado amarelo, teve de ir embora mais cedo e colocou água no chope das próprias expectativas.

No final do confronto, ainda teve de assistir do vestiário a virada do Atlético-PR. Com dois gols em dois minutos, o Furacão passou à frente do marcador e sacramentou a primeira derrota do Galo no Horto.

Foto: Getty Images



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