Será uma arrancada do Galaxy na MLS?

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Na noite desta segunda-feira, o Los Angeles Galaxy mostrou que não está morto na Major League Soccer, o clube californiano impediu a vitória de número 200 de Sigi Schmid, vencendo o Seattle Sounders por 3 a 0, fora o baile.

Com o resultado, LA está em terceiro lugar no Oeste com 30 pontos. O Sounders se mantém líder do mesmo grupo, com 38.

Como toda a equipe que chega ao topo, o Galaxy se viu em decaída após o período de glórias. O ano de 2014 não começou bem. Nas quartas de final da Concachampions, o time foi eliminado pelo Tijuana. Além disso, teve um péssimo começo na MLS, com três vitórias nos primeiros nove jogos.

O time se acertou no período da Copa do Mundo, conseguindo uma recuperação na tabela e entrando na zona de playoffs. O jogo com o Seattle Sounders tinha que ser um divisor de águas, pois os galácticos vinham de uma semana conturbada, perdendo para o SKC e sofrendo 7 a 0 para o Manchester United, em pleno Rose Bowl, com 84 mil presentes.

LA entrou ligado no jogo, marcando em cima, não dando espaço e mantendo a posse da bola. Zardes logo abriu o placar, após belo passe de Donovan. O mesmo que ampliaria dez minutos mais tarde. Para coroar uma grande atuação, Ishizaki fez um belo gol, fechando a tampa do caixão do Sounders ainda no primeiro tempo.

O Galaxy começou a traçar a vitória antes do jogo, com a escalação. Gonzalez, destaque americano na Copa, voltava à equipe após período de lesão. DeLaGarza voltou a atuar na zaga. Rogers foi mais uma vez improvisado na lateral esquerda, o que poderia ser um erro, acabou sendo uma ajuda principalmente no apoio pela esquerda. Não posso esquecer de citar os dois monstros da partida. Os brasileiros Juninho e Marcelo Sarvas.

O que se viu em campo, surpreendeu o mais otimista torcedor verde e ouro, que não presenciava uma partida tão boa de sua equipe há muito tempo. Criaram jogadas agudas, cadenciaram o jogo no momento certo. Souberam de suas limitações e não deixaram o Seattle ficar com a bola.

No plano tático, Bruce Arena mostrou o motivo de ser considerado um dos melhores técnicos da MLS. Juninho ficou mais recuado, dando liberdade a Gargan e Rogers. Donovan circulava pela faixa central, enquanto Ishizaki fazia sua função pela direita. Keane voltava para buscar o jogo, mas nunca deixando sua posição. Zardes ficou entre os zagueiros, acreditou em todos os lances.

As peças do elenco são limitadas? Sim. Pode ter sido só um jogo bom onde o Galaxy aproveitou as falhas do adversário? Talvez. A grande questão foi o espirito de luta do time, que não aliviou em nenhuma dividida e desdenhou dos 40 mil presentes no CenturyLink Field. O volume de jogo apresentado foi incrível no primeiro tempo.

É provável que o LA lute até a última rodada por uma das vagas restantes na Conferência Oeste, algumas derrotas vão acontecer no caminho. Mas se os jogadores mostrarem essa força de vontade, apontar para o peito e mostrar as quatro estrelas, com certeza o LA Galaxy será uma pedra no sapato dos rivais.

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Cearense. Estudante. 18 anos. Louco por Futebol e outros esportes. "O futebol não é uma questão de vida ou de morte. É muito mais importante que isso..." -Bill Shankly