São Paulo vence Bragantino pela Copa do Brasil

são paulo

Teve Copa do Brasil nesta quarta-feira para São Paulo e Bragantino. As equipes se enfrentaram no Estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto, no jogo de ida, válido pela terceira fase da competição e os comandados de Muricy Ramalho saíram vitoriosos.

Com Pato no ataque e contando apenas com Ganso na armação de jogadas, o Tricolor paulista não obteve muitas dificuldades para colocar o 2 no placar. O problema foi o 1, que o Bragantino conseguiu, já no fim do jogo.

LEIA MAIS
São Paulo vence o Bragantino, mas ainda com erros na defesa

Apresentando bastante movimentação dos homens de frente, principalmente Pato e Ganso, o São Paulo criou jogadas de toques rápidos e curtos, que por mais de uma ocasião deixaram o finalizador frente a frente com o goleiro Renan.

Contudo, a pontaria não estava afiada. Foram pelo menos quatro chances claras de gol desperdiçadas e um sentimento de “quem não faz, leva”. Sentimento esse agravado toda vez que o Bragantino atacava.

Cada subida do time de Bragança Paulista dava um calafrio no torcedor são paulino. A defensa, hoje formada por Paulo Miranda e Rafael Toloi, mais Rodrigo Caio e Álvaro Pereira nas laterais, não chegou a bater cabeça, mas também não se entendeu muito bem.

Mal posicionada, foram diversas as bolas lançadas nas costas dos laterais, principalmente Álvaro Pereira, que subia ao ataque e demorava a voltar. Os cruzamentos na área foram outro calvário, já que tanto Paulo Miranda, quanto Rafael Toloi, pecaram no posicionamento dentro da área e permitiram conclusões perigosas do Bragantino, que não terminaram em gol por capricho do destino – ou graças à trave.

Primeiro tempo morno

Favorito do duelo, o São Paulo tomou a iniciativa logo no início. Pato se movimentava incessantemente, saindo da área para buscar o jogo e tentar tabelas, principalmente com Ganso, Ademilson e Souza, quando este subia ao ataque.

Foi em uma dessas tramas que saiu a jogada do primeiro gol da partida. Após escanteio batido aberto por Pato, no segundo pau, Rodrigo Caio subiu junto com Bruno Recife, que atabalhoado, cabeceou contra a própria meta, encobrindo o goleiro, que nada pôde fazer.

O defensor do Bragantino ainda reclamou de falta, mas a jogada foi legal e o placar estava aberto.

Dali em diante o São Paulo resolveu apenas administrar o placar, porém, agora quem queria fazer o seu era o alvinegro de Bragança, que instistiu em diversas investidas pelo alto, reconhecidamente o ponto fraco do Tricolor.

Nenhuma delas surtiu efeito e até com certa injustiça, o jogo foi para o intervalo com 1×0 para os visitantes.

São Paulo incisivo na segunda etapa

Querendo resolver o embate, o São Paulo voltou para o segundo tempo mais decidido. Novamente as tabelas entre Pato, Ganso, Ademilson e mais alguém que estivesse por ali, foram tentadas.

Apesar do sucesso dessa empreitada, o time também passou a explorar as laterais, principalmente com Álvaro Pereira, pela esquerda. O jogo ficou mais movimentado, porém, mais faltoso.

Os jogadores do Bragantino buscavam o empate, mas, ao mesmo tempo, não queriam levar mais um, então intensificaram a marcação e as faltas começaram a ser, além de mais numerosas, mais violentas. E foi justamente depois de uma junção dessas duas características que se originou o segundo gol são paulino.

Em rápida subida pela direita, a bola foi cruzada na área e Álvaro Pereira, que curtia uma de centro-avante, foi empurrado pelo zagueiro. Pênalti assinalado. Alexandre Pato pediu para bater e colocou a pelota no cantinho, ampliando o marcador.

Logo na sequência, entretanto, Léo Jaime subiu sozinho pela esquerda e cruzou rasteiro para trás. Luisinho, livre de marcação, chutou forte e no alto. A bola bateu no travessão e morreu mansa na rede de Rogério Ceni.

Conclusão

Placar justo, apesar de o São Paulo ter criado mais chances reais de gol. O Calcanhar de Aquiles do time continua sendo a defesa, em especial em jogadas aéreas.

A lateral esquerda também tem se tornado outro problema sério para a equipe, já que o uruguaio Álvaro Pereira, que gosta de subir ao ataque, demora a voltar e deixa com frequência uma avenida nas suas costas.

Muricy terá ainda MUITO o que fazer para ajustar esse setor.

O Bragantino, por sua vez, é um time bastante aguerrido, mas sofre demais na criação. Também exagera um pouco na intensidade da marcação, além de deixar um espaço gigante entre a defesa e o meio campo, facilitando a penetração por ali.

Melhor em campo

Por incrível que possa parecer, Alexandre Pato. Buscou o jogo o tempo todo, jogou bem tanto coletiva, quanto individualmente e fechou sua atuação com chave de ouro ao não somente se apresentar, como pedir para bater o pênalti que deu a vitória ao Tricolor.

 

 



Tudo o que preciso é um papel e uma caneta. Apaixonado por esportes desde 1900 e bolinha: de futebol, basquete, tênis, rugby...