Opinião: Belfort merece disputar cinturão do UFC contra Chris Weidman

Vitor Belfort não é unanimidade no MMA. Há muita gente que critica o brasileiro por falar demais e ser muito “pidão” de lutas. Mas até o mais corneta tem de reconhecer: ele merece a oportunidade de disputar o cinturão dos pesos médios (84 kg) do UFC contra o americano Chris Weidman.

DESTAQUES
Belfort consegue liberação e enfrenta Weidman em dezembro
Tim Kennedy provoca Belfort: ‘tem testosterona saindo pelos olhos’

Depois de muita espera, o brasileiro recebeu a licença da Comissão Atlética de Nevada, órgão regulador de doping para o MMA nos Estados Unidos. Enfim, Belfort se viu livre da polêmica sobre o TRT (Tratamento de Reposição de Testosterona) e recebeu o sinal verde para o duelo.

Belfort não é chamado de “Fenômeno” à toa. Um dos mais jovens faixas pretas de jiu-jitsu do legendário Carlson Gracie, o carioca estreou com 19 anos no mundo das artes marciais mistas. Após o nocaute sobre Jon Hess, em 1996, chegou ao UFC. Na terceira luta, nocauteou Scott Ferrozzo e ganhou o torneio dos pesados no UFC 12. Aos 21 anos, em 1998, aplicou um nocaute relâmpago em Wanderlei Silva no primeiro UFC disputado no Brasil. E, no UFC 46, em 2004, venceu o campeão Randy Couture e se tornou o dono do cinturão dos meio-pesados da organização do octógono.

Em 2005, Belfort deixou o UFC e voltou ao Pride, onde já havia lutado entre 1999 e 2001, após sair do UFC pela primeira vez. Depois do retorno ao Pride, lutou no Cage Rage, no Strikeforce, passou de novo de pelo Pride e pelo Cage Rage (e foi campeão dos meio-pesados), fez duas lutas no Affliction e voltou ao UFC pela terceira vez.

Aos 37 anos, compete em alto nível. Em suas três últimas lutas, deixou Dan Henderson, Luke Rockhold e Michael Bisping praticamente estendidos no octógono, com grandes nocautes. Desde que voltou ao UFC, em 2009, Belfort só perdeu duas vezes: para Anderson Silva, no UFC 126, em 2011, e para Jon Jones, no UFC 152, em 2012. Em ambas as oportunidades, disputou os cinturões (médios e meio-pesados, respectivamente). Contra Anderson, quase não teve chances, pois foi nocauteado no início da luta com um chute frontal no rosto. Contra Jones, quase venceu com uma chave de braço no 1º round. Cansado, não resistiu a uma americana aplicada pelo campeão no 4º round e bateu.

Por tudo o que fez nas últimas lutas, merece a oportunidade de se testar contra o invicto Chris Weidman. Eles medirão forças no evento principal do UFC 181, dia 6 de dezembro no Mandalay Bay, em Las Vegas, nos EUA.

Foto: Reprodução/Instagram



Jornalista, editor do Torcedores.com. Passagens pelos jornais Metro, O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, Marca Brasil, Agora São Paulo, Diário de S. Paulo e Diário do Grande ABC.