O Futebol Mineiro? Vai bem, obrigado! Veja Sucesso do Cruzeiro

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Os últimos três anos têm sido fantásticos para o futebol mineiro, tanto Atlético quanto Cruzeiro tem conseguido resultados expressivos dentro e fora de campo, mas o que muita gente não se lembra é do calvário enfrentado por esses dois clubes, que viveram momentos muito difíceis – em um passado não muito distante – para fazer a manutenção de seus dias gloriosos dentro do cenário do futebol brasileiro, vamos relembrar:

Entenda do sucesso do Cruzeiro:

A equipe celeste nunca teve um período de “vacas magras”, sempre foi um time que de uma forma ou de outra – sorte e competência são irmãs gêmeas – sempre beliscava uma conquista aqui e acolá. Porém, quando o Mineirão fechou, para a reforma da Copa, em meados de 2010, a sorte do time parecia ter mudado. Naquele ano, a equipe passou perto de conquistar mais um brasileirão, chegando a sentir o gostinho do título por alguns minutos, com a vitória sobre o Palmeiras, na Arena do Jacaré.

Mas aquele campeonato foi sofrido para a Raposa por um motivo, o jogo contra o Corinthians em São Paulo. O trio de arbitragem, comandado por Sandro Meira Ricci,  cometeu muitos erros durante a partida. O ápice foi um pênalti, no mínimo duvidoso em Ronaldo, que deu a vitória pelo placar mínimo para os paulistas. Caso conquistasse aqueles três pontos, o time celeste chegaria ao fim do brasileiro com 72 pontos, o Fluminense foi campeão com 71.

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O ano de 2011 foi ainda mais doloroso, o pela primeira vez desde 2008, o time vinha fazendo uma campanha irreconhecível no nacional, e chegou à última rodada com risco real de rebaixamento, há onze temporadas o Cruzeiro não terminava o campeonato abaixo da 15ª colocação. O resultado final, foi a famosa goleada por 6 a 1 sobre seu maior rival, que além de salvar o time celeste, dava um ingrediente a mais para a rivalidade entre as duas equipes, 2012 seria a primeira edição da Libertadores, após 5 anos, sem a presença da equipe celeste.

Em 2012 os torcedores celestes viram o maior rival ficar no quase, no Brasileiro e a eleição de seu novo Presidente, fechava-se o ciclo dos Perrelas a frente do Cruzeiro, uma trajetória muito contestada, porém muito vitoriosa. Gilvan de Pinho Tavares, tinha agora a missão de recolocar o clube no caminho das conquistas, ele chegou com modéstia e fez o que pode com o orçamento que tinha nas mãos, comprou uma briga com um empresário, pela permanência de Montillo na equipe, jogador que já havia sido assediado várias vezes por outros clubes do Brasil e do exterior.

Em 2013 o clube novamente não iria disputar a Libertadores, o ex-ídolo Montillo foi embora e a diretoria trocou de treinador. O que o torcedor não esperava é que fosse um ídolo atleticano, Marcelo Oliveira, chegou muito contestado, mas logo de cara mostrou a que veio. Vitória sobre o Atlético na reabertura do Mineirão. O treinador famoso por montar equipes rápidas e com bom toque de bola, viria para trazer a redenção, através da conquista de mais um título do Brasileirão, ele fez o torcedor acreditar novamente na conquista da Libertadores, afinal, eles queriam sentir novamente o gosto da América, conquistada aquele ano pelos rivais. Sonhavam ainda com um confronto entre as duas equipes, pela primeira vez na história, Cruzeiro e Atlético disputariam a competição no mesmo ano.

Este ano começou melhor para a equipe celeste, não houve troca de treinador e o elenco foi mantido, o Mineiro foi conquistado, quebrando a sequência de estaduais do rival. O tão sonhado confronto da Libertadores não veio, as duas equipes ficaram pelo caminho. Mas como especialista em manter a regularidade dos times que monta, Marcelo Oliveira passou de incógnita celeste a certeza, a equipe lidera o brasileiro com 25 pontos, 5 a mais que o segundo colocado – e como um texto falando de Cruzeiro não pode deixar de citar o rival – 10 a mais que o Galo.

Será que este ano tem Tetra? Quem viver verá…