O Futebol Mineiro? Vai bem, obrigado! Veja sucesso atleticano

Atlético-MG

A celebre frase de Roberto Drummond, retrata bem o que é a vida do Atleticano muitas vezes, “Se houver uma camisa preta e branca, pendurada no varal durante uma tempestade. O Atleticano torce contra o vento.”, conhecida como uma das torcidas mais apaixonadas e fiéis do país o Atleticano viu sua sorte mudar com a reabertura do Estádio Independência, que para ele é o Horto. O caldeirão que pertence ao América virou a fortaleza atleticana, desde a reinauguração o clube foi derrotado apenas quatro vezes no estádio, tendo vencido 49 vezes.

Em 2010 o Atlético inaugurou a Cidade do Galo, seu novo Centro de Treinamento, com ele o Presidente Alexandre Kalil pretendia dar ao clube, condições de contar com um espaço onde os jogadores pudessem não apenas se concentrar e treinar com o que há de mais moderno, mas fazer daquele lugar referencia no Brasil e lógico alcançar conquistas de títulos, aguardados há anos pelo torcedor alvinegro. O time que havia sido campeão mineiro com Vanderlei Luxemburgo, sonhava com uma conquista ainda maior, o Brasileirão, mas o “Projeto” de Luxa não decolou, e após vários resultados ruins, Dorival Junior chegou para salvar a equipe da queda.

Daquele campeonato o que ficou de marcante, foram os três gols de Obina contra o Cruzeiro no Parque do Sabia, vitória que atrapalhou os planos do rival com pretensões de ser campeão brasileiro. Ali também começou a ser formada a base da equipe atual.

Em 2011 o que não deu certo foi o trabalho de Dorival, o treinador que chegara como o salvador da pátria atleticana, mas não conseguiu repetir o mesmo sucesso que obteve com a equipe do Santos. Ele deixou o atlético exatamente na mesma condição em que assumiu, ameaçado de rebaixamento – o futebol realmente apronta das suas quando quer. E para tirar o time daquela situação chegava Cuca, treinador que havia montado uma boa base no rival, chamado de “Barcelona das Américas”, foi eliminado da Libertadores pelo Once Caldas da Colômbia. Cuca vinha para evitar que o Galo amargasse novamente a Série B e conseguiu, o único detalhe negativo nessa história foi o último jogo do Brasileiro, a famigerada goleada por 6 a 1.

O Ano de 2012 o torcedor alvinegro começou a ver renascer um Atlético há muito esquecido. O time conquistou com propriedade o Campeonato Mineiro, foi a melhor equipe da primeira fase apresentando um futebol convincente. Ali também começou a aparecer o futebol de um garoto atrevido, habilidoso e muito rápido, Bernard. Havia mais por vir, no início do Brasileiro o Atlético recebeu dois reforços que fizeram toda diferença, naquele ano e no ano seguinte Jô e Ronaldinho Gaúcho. Os dois ajudaram o time a ser vice campeão brasileiro – o campeonato só não veio devido a forças ocultas da arbitragem – e a conquistar uma vaga na Libertadores.

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Se treze é Galo, 2013 foi o ano do Atlético, a conquista do Bi estadual sobre o maior rival apontava para a volta dos bons tempos ao alvinegro, que foi ratificada com a maior conquista de sua história.

A Taça Libertadores.

Na primeira fase o Atlético foi implacável, fez gol até na hora de tomar água – Rogério Ceni se lembra bem – foi o primeiro colocado geral da competição, o que lhe deu a vantagem de decidir em casa todos os jogos. Aí entra em cena a famosa frase de Drummond que citei no início do texto. Das quartas de final ao título o Galo teve de reverter todos os resultados. E nas oitavas um momento épico. A canonização de São Victor na cobrança de pênalti contra o Tijuana do México. Há quem diga que foi comprado, posso dizer que aquele título custou muito suor, sangue e visitas ao cardiologista a alguns atleticanos.

Este ano o time não foi bem na Libertadores, a passagem de Paulo Autuori pela Cidade do Galo não vai deixar saudade alguma, contratado para substituir Cuca, depois do Mundial no Qatar – O Galo ficou com a terceira colocação – Autuori parecia não saber o que fazia e após a derrota para o Atlético Nacional da Colômbia, foi demitido, para seu lugar veio Levir Culpi, que já obteve sua primeira conquista após 3 meses a frente da equipe, a Recopa Sulamericana. Quarto título internacional da história do Clube – há quem conteste é claro – que conquistou também 2 Copas Conmebol ( 1992-1997) e a Libertadores (2013). No Brasileiro está correndo atrás para alcançar o rival.

Será que vem mais título por aí? Para quem torce contra o vento tudo é possível!