Flamengo repete a CBF: museu de grandes novidades

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Antes mesmo de nova derrota, o Flamengo demite Ney Franco. Para seu lugar, o não-cogitado Luxemburgo é rapidamente contratado e já comanda o time antes do clássico de domingo, contra o Botafogo.

Alguma semelhança com o retorno de Dunga? Todas. O Flamengo repete a fórmula da CBF e aposta no velho para substituir o novo ruim.

Acredito que Luxemburgo seja uma escolha ultrapassada, arcaica e sem nenhuma base. Pessoalmente, creio que o Flamengo teve treinadores piores nos últimos que o Luxa, inclusive esse que sai agora.

Tampouco o trabalho do “Pofexô” foi algo bom para apoiar seu retorno. Inclusive, recentemente, ajudou a rebaixar o Fluminense, que depois foi salvo pela Portuguesa.

Luxemburgo sempre teve dois problemas, inclusive enquanto era o melhor treinador do Brasil: o preço caro (incompatível para trabalhos apenas razoáveis nos últimos tempos) e seu ego de treinador galático. Só que num clube sem estrelas e medalhões, o único astro será ele.

E aí, entram dois questionamentos: será que veremos um Vanderlei humilde e seu ego se manterá no lugar?
E, sem um elenco qualificado (e caro) como quando costuma montar, terá o velho Luxa alguma solução para um bom rendimento do time em campo?

De qualquer maneira, o Flamengo recorre a um velho conhecido para tentar sair do buraco e apaziguar os ânimos. Só que Luxemburgo tá mais pra gasolina do que pra água e, nesse incêndio que vive a Gávea, esse tipo de combustível é tudo que não se precisava.

A diretoria, mais perdida do que mendigo em shopping, não teve coragem nem conhecimento para tentar um novo nome. Exatamente como fez Marin e seus asseclas.

O torcedor do Flamengo, surpreso, se questiona para onde vai o clube agora. Pior que tá, sempre pode ficar. Resta torcer.

Detalhe: A comissão vem com o Antônio Mello, eterno preparador físico da comissão de Luxa, e Deixid de auxiliar Deivid. Aquele mesmo. Torça em dobro, flamenguista.

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Carioca, bacharel em Direito e bacharelando em Jornalismo pela FACHA. Não escolheu o jornalismo mas foi escolhido por ele. Sonho profissional: casar com a editoria de esporte e ser amante das páginas de política. Resumidamente, um cronista do cotidiano, comentarista do dia-a-dia e palpiteiro da rotina.