EUA ganham o respeito de outras potências do futebol

Getty Images

O crescimento do futebol nos EUA não é novidade. Os investimentos na MLS e a chegada de grandes nomes do futebol mundial nos últimos anos fez com que o mundo começasse a prestar mais atenção na terra do Tio Sam. 

A Copa do Mundo bateu novo recorde no país e além dos estádios e praças lotadas em dias de jogo, estima-se que a final tenha sido assistida por 30 milhões de pessoas nos EUA.

A competitiva equipe de Jurgen Klismann caiu nas oitavas de final diante da Bélgica depois de haver vencido Gana, empatado com Portugal e perdido para os alemães, mas poderia ter passado tranquilamente para a próxima fase. Dificilmente teria ganhado da vice-campeã Argentina, mas o desempenho no Mundial foi motivo de orgulho para todo o país.

Apesar dos elogios da imprensa internacional pelo bom futebol apresentado, Klismann diz esperar muito da nova geração norte-americana que conta com a nova joia do Bayern de Munique Julian Green, por exemplo, mas que os Estados Unidos são serão realmente temidos se o campeonato local continuar a crescer.

Klismann tem razão. Apesar da média de público ser maior que a do Campeonato Brasileiro e de a nova geração ter abraçado o esporte, o nível de competitividade precisa mudar. Além de tornar a liga tão competitiva quando os campeonatos europeus, o técnico alemão disse que é preciso trabalhar as categorias de base, futura geração olímpica que irá representar o país no próximo mundial. Apenas dessa forma, o país irá passar a produzir jogadores que tenham o “estilo de vida futebolístico” tão pedido por ele.

Mesmo com o debate em torno do futuro do futebol no país, os europeus já enxergaram o mercado em potencial que existe do outro lado do oceano. O New York City, novo clube que entrará na MLS a partir de 2015 e franquia do Manchester City, tem tudo para ser uma das principais portas de entrada para da Europa.

Além disso, a pré-temporada de alguns dos principais clubes europeus estão sendo realizadas em território americano dando fortes indícios de que novas parcerias ou contratações possam aparecer ainda esse ano.

A organização da liga e os fortes investimentos realizados são um fator fundamental que atraíram grandes nomes como Thierry Henry, Clint Dempsey, Julio Cesar e, mais recentemente, Frank Lampard, Kaka e David Villa, que apesar de serem jogadores no final de suas carreiras, atraem público, chamam a atenção da mídia e aumentam a qualidade da competição.

Se os americanos entenderem que esses investimentos somado ao trabalho nas categorias de base é o caminho ideal a ser seguido para transformar a MLS em um dos melhores campeonatos do mundo, em alguns anos estaremos vendo os Estados Unidos entrando pra valer em uma Copa do Mundo.

Crédito da foto: Getty Images



Jornalista Esportivo formado pelo Mackenzie e pela UCLA com passagem pela Rádio Bandeirantes, fundador do perfil Arquivo do Futebol (@futebolarquivo) e jornalista do MLS Brasil. Escreve para o Torcedores.com desde 2014. Twitter: @paulogcanova