Demissão de Enderson prova incapacidade dos dirigentes

Enderson
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Sobrou para Enderson Moreira mais um tropeço do Grêmio no Brasileirão. Para nossos dirigentes, qualquer irregularidade é motivo para demitir treinador.

Enderson, assim como Cuca, Marcelo Oliveira e Cristóvão Borges, é um dos poucos que tentam fugir do lugar comum em que inseriram-se os técnicos brasileiros, quase levou o Goiás à Libertadores no ano passado e fez ótima campanha no grupo da morte do torneio continental com os gaúchos, mesmo após as saídas de Dida, Alex Telles, Souza e Elano.

Está aí um equívoco da diretoria. Debandada de peças-chave devido a problemas financeiros causados por sua gestão. Culpa do treinador?

A perda do título gaúcho para o Internacional e a queda na Libertadores diante do San Lorenzo nos pênaltis colocaram Enderson Moreira na corda bamba. Ele resistiu até a derrota para o Coritiba, ontem, em Porto Alegre.

Para quem quer disputar o título ou uma vaga na Libertadores, esse tipo de resultado não poderia acontecer, mas o comandante entrega o time a três pontos do G-4. Portanto há motivo concreto para se encerrar um trabalho, ainda mais quando se olha para o mercado e não vê boas opções. Tite, a primeira delas, pretende trabalhar na Europa. Sobraria quem? Celso Roth? Felipão? Não faz sentido.

Mais uma prova da incapacidade dos dirigentes brasileiros. É o imediatismo de sempre que não resolve nada.

Exceto conquistas estaduais, o Grêmio não vence nada desde 2001, quando levantou a Copa do Brasil.

O problema é muito maior do que apenas um treinador.

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Estudante de jornalismo na Universidade Presbiteriana Mackenzie e alucinado por futebol.