À lá Chelsea, Enderson “Mourinho”

O relógio marca 16h. Enderson Moreira vai a campo e, após o aquecimento dos jogadores, chama todos para uma conversa. No treinamento, o técnico comenta sobre as virtudes do próximo adversário e cogita escalar um meio-campo mais veloz. Enderson pode. De olho nas alternativas, também confabula opções para cadenciar a partida, buscar o contra-ataque ou agredir o adversário. Enderson pode.

A situação ilustra o momento do Grêmio e as diversas opções no meio-campo, que vão desde veterano, Zé Roberto, passando pela esperança, Giuliano, até os promissores Alan Ruiz e Maxi Rodríguez. Sem nos atermos às escalas técnicas e de investimento a favor de cada elenco, o fato se assemelha com o do português José Mourinho, do Chelsea (ING).

A equipe de Londres se sustenta em um meio-campo jovem, promissor, técnico e de grande vigor físico. Willian, Oscar, Ramires, Hazard e Matic são os exemplos.

E naquela conversa de Enderson com seus comandados, após ter passado todas as orientações, o treinador, com olhar fixo e voz firme, conclui: “Todos precisam ajudar na marcação. Temos de pensar coletivamente”.

Dono da melhor defesa da Série A, o Grêmio só foi vazado cinco vezes em 11 rodadas. Fato este que alegraria o português, famigerado por times com solidez defensiva. Daria até para apelidarmos o técnico tricolor de Enderson Mourinho. A sonoridade ajuda!

Enquanto isso, o sol já começa a dar espaço para a lua no céu. O treinador gremista se dirige ao vestiário. As instruções já foram dadas. Prefere armar o time com Giuliano e Alan Ruiz. Mourinho, em Londres, planeja na pré-temporada repetir o quarteto Oscar, Willian, Hazard e Fábregas. Mas, quando vem à tona que mais um fato poderia ser semelhante – a ineficácia de seus centroavantes – o português lembra que agora tem Diego Costa e Drogba. Já Enderson… o torcedor sabe bem e só deseja que o bom futebol de Barcos retorne.



Aficionado por futebol, escreve sobre o Grêmio "para o que der e vier". Não tece comentários bebendo vinho, mas sempre coloca o Mundial no caminho. Trarei a visão não-regionalizada do Imortal. Curta, compartilhe e comente.