Renan Barão: o brasileiro que é a bola da vez no UFC

O brasileiro Renan Barão é a bola da vez no UFC. Atual campeão dos pesos galos (61 kg), o potiguar de Natal volta ao octógono no próximo dia 24. Em Las Vegas, ele defende o cinturão e a invencibilidade na organização diante do americano T.J. Dillashaw.

Embora seja jovem e recente no hall dos campeões do UFC, Barão já é um lutador respeitadíssimo pelo cartel construído. São 32 vitórias, uma invencibilidade de nove anos. Anos, não lutas.

Na realidade, a primeira (e única derrota) no cartel do brasileiro aconteceu em abril de 2005. E ele vendeu caro o revés: perdeu por pontos para João Paulo Rodrigues de Souza. Barão também tem um “no-contest” na carreira, em dezembro de 2007, diante de Claudemir Souza.

Ele já chegou “gente grande” no UFC. Sua primeira luta na organização foi em maio de 2011. A vitória por decisão unânime sobre Cole Escovedofoi seu cartão de visitas. Dois combates depois (em que derotou Brad Pickett por finalização e Scott Jorgensen por pontos) Barão já começou a ganhar ares de candidato ao cinturão. Mas a esperadíssima luta com o então dono do título, o americano Dominick Cruz, nunca aconteceu. Cruz acumula sucessivas lesões e não pisa no octógono desde outubro de 2011.

Com o rival fora da jogada, o brasileiro se tornou o campeão interino após a vitória sobre Urijah Faber, em julho de 2012. Defendeu a conquista diante de Michael McDonald e Eddie Wineland. Finalmente, foi de declarado campeão linear em janeiro de 2014, quando o UFC destituiu Cruz do título. E defendeu o cinturão definitivo com nova vitória sobre Urijah Faber, desta vez por nocaute, em fevereiro deste ano.

Barão construiu seu domínio sem igual no MMA com base em três fatores: um jiu-jitsu classe A (que lhe rendeu finalizações como o belo katagatame em Michael McDonald), uma base de muay thai eficientíssima (de seus xx triunfos, xx foram após mandar o rival para a vala) e um grande treinador, Dedé Pederneiras (o mesmo de seu companheiro de equipe e campeão dos penas no UFC, José Aldo).

É claro que Barão pode ser destronado. Se até Anderson Silva, considerado o maior lutador que já pisou no octógono foi, a derrota pode chegar para qualquer um. Mas pelo jeito ela vai demorar para o campeão dos galos.

Caso bata Dillashaw, faltará apenas Dominick Cruz no caminho do brasileiro. Assim, a tendência é que ele suba para os penas em breve, com o amigo José Aldo indo para os leves.

Até lá, fica a pergunta: quem pode vencer Renan Barão?



Jornalista, editor do Torcedores.com. Passagens pelos jornais Metro, O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, Marca Brasil, Agora São Paulo, Diário de S. Paulo e Diário do Grande ABC.