Por que Kaká merece ir para a Copa e Robinho não?

Quando saíram do Brasil para jogar na Europa, eram duas promessas de grande jogador. Kaká já campeão do mundo e Robinho como melhor jogador do Brasil na atualidade. Um foi por uma pechincha, e o outro a preço de ouro. Um era o novo Raí o outro o novo Pelé. Ambos eram jogadores do agente Wagner Ribeiro, conhecido por fazer grandes negociações. Um foi pro todo poderoso Milan, o outro para o grande Real Madrid.

Objetivos diferentes. Um queria ser o melhor do mundo, o outro aprender a ser um grande jogador com tutores de nível, como Maldini, Cafu, Seedorf e Pirlo.

Passaram alguns anos e deu no que deu. Kaká, que queria ser um grande jogador, foi. E foi além, foi campeão e o melhor jogador do disputado campeonato italiano, foi o artilheiro com 10 gols, o melhor jogador e campeão da Champions League, algo que nenhum outro brasileiro conseguiu.

Ganhou o prêmio FIFA e a Bola de Ouro, deixando Messi e Cristiano Ronaldo para trás e se tornando o melhor do mundo no ano de 2007. Hoje é o brasileiro com mais gols na história da Champions League, superando mitos como Romário, Ronaldo Fenômeno e Rivaldo. Campeão do Mundo com o Brasil e com o Milan, e amado pelos tifosi.

 

Já o que saiu do Brasil para ser o melhor do mundo foi um fiasco. Chegou no Real Madrid, e quis participar das ‘festas’ dos já consagrados R9 e Roberto Carlos, e a bebedeira fez mal para o ‘menino da Vila’. Há boatos que chegava cheirando à álcool no treino e seu desempenho dentro de campo caiu muito. No fim da temporada, perdeu a posição para Higuain, que nunca mais a largou. Insatisfeito, o ‘menino da Vila’ pediu transferência para o Chelsea. Irritados com a maneira que ele se posicionou, o venderam pro Manchester City, na época o ‘novo rico’ do futebol. Começou bem, mas infelizmente lá também caiu nas baladas, dessa vez com Elano e Jo, e claro, perdeu seu lugar no time pro Bellamy.

No banco de novo, o ‘menino da Vila’ bateu o pé, e pediu a transferência de novo, desta vez para o Milan, time que adora brasileiros. No começo do Milan, foi bem, fez gols e ajudou Ibra. Depois acomodou e perdeu a posição para Boateng e depois El Shaarawy, revelação italiana.

Será que é um padrão? Chegar mostrar um pouco de serviço e se acomodar?

Na seleção brasileira, apesar de Kaká ter sido campeão do mundo em 2002, começou a ter mais responsabilidade nas eliminatórias da Copa de 2006, e desde então se tornou o maior artilheiro da história da seleção em eliminatórias. Carregou o quadrado mágico nas costas, até se machucar e não poder render oque podia. O mesmo em 2010, todos sabiam que estava contundido no púbis e longe de estar 100%, não conseguiu colocar todo seu potencial em prática. Bi campeão da Copa das Confederações, sabe que uma grande participação na Copa do Brasil, fecharia com chave de ouro sua carreira na seleção.

 

Já o ‘menino da Vila’, ficou marcado em 2006 por pular no colo do Zidane, no meio tempo das quartas da Copa da Alemanha. Na Copa América de 2007, sua grande atuação com a camisa amarela, aonde foi artilheiro, foi enganosa. Fez 5 gols contra o Chile, três na primeira fase e mais dois na outra fase, em uma goleda por 6 a 0, e um gol de penalti contra o Equador, também na primeira fase. Nas semis contra o Uruguai e final contra a Argentina, se escondeu, e quem mostrou a cara fazendo gols decisivos foi o Julio Baptista. Também é Bi campeão da Copa das Confederações e ha pouco tempo se tornou o maior artilheiro do Brasil da história em jogos contra o Chile.

Naquela partida contra o Barcelona que o ‘menino da Vila’ fez um gol com passe do Kaká, Felipão fez a convocação no dia seguinte e levou o Robinho, fiquei com a pulga atrás da orelha. Por causa de um gol? Será que o técnico da seleção só viu aquele lance, ou esta assistindo toda temporada do Milan, aonde o ‘menino da Vila’ esta no banco e o ídolo da torcida é o capitão e melhor do time.

Por estas e outras o Kaká merece ir para a Copa e Robinho não.

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Sou amante e estudioso de esportes! Nasci em São Paulo, estudei em Los Angeles, NY e fiz pós-graduação em Barcelona, sempre acompanhando de perto as competições esportivas pelo mundo.