Opinião: Preço ‘padrão Fifa’ para comes e bebes na Copa é de assustar torcedor

Você, leitor, pagaria R$ 10 em um cachorro-quente ou em um cheeseburguer no estádio? Ou R$ 8 em um pacotinho de batatas ou anchos? R$ 8 em uma garrafa de 600 ml de refrigerante? Ou R$ 10 em um latão de cerveja? Se a resposta é for “sim, se não tiver outro jeito”, bem vindo à Copa do Mundo da Fifa no Brasil.

Esses foram os valores divulgados pela entidade máxima do futebol na segunda-feira. Os preços estão mais salgados do que na Copa das Confederações, caso da cerveja e do cachorro quente. Vale lembrar que, em condições normais, a venda de bebidas alcoólicas não é permitida no Brasil. Mas como a Budweiser é uma das patrocinadoras da Fifa, haverá a comercialização da marca, assim como da nacional Brahma.

Deu sede? Se você não tiver R$ 6 no bolso, vai continuar com a boca seca. Esse é o valor necessário para comprar uma garrafinha de 500 ml de água Crystal. Com R$ 2 a mais, é possível comprar chocolates, seja uma barra de Talento, uma caixa com quatro Batons ou um tablete de chocolate crocante. Preços muito mais elevados do que em qualquer supermercado.

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Em alguns cidades serão vendidos produtos “regionais”. É o caso de Belo Horizonte, onde o tradicional feijão tropeiro do Mineirão sai a módicos R$ 15 a porção. O saquinho de biscoito de polvilho, no Rio, sai a R$ 5. E o acarajé custará R$ 8 em Salvador.

É claro que a Fifa busca o lucro e não há dúvidas de que isso acontecerá durante a Copa. Mas explorar o torcedor já é demais. Não bastam os altos preços dos ingressos: tem de se cobrar valores exorbitantes também nos comes e bebes.

Caso os cambistas e ambulantes consigam furar o cerco dos bares oficiais da Fifa, certamente lucrarão na carona. E o torcedor, sem dúvidas, pagará um preço mais justo pelo refrigerante e pelo cachorro-quente.

Confira todos os valores abaixo:

tabela de preços



Jornalista, editor do Torcedores.com. Passagens pelos jornais Metro, O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, Marca Brasil, Agora São Paulo, Diário de S. Paulo e Diário do Grande ABC.