Opinião: Léo merecia um jogo de despedida no Santos

aposentadoria
Flickr do Santos/Divulgação

O futebol brasileiro está carente de ídolos, e grande parte disso cabe aos dirigentes de futebol, que não sabem valorizar os bons jogadores que se aposentam. O exemplo mais recente é o do ex-lateral-esquerdo Léo.

Bicampeão brasileiro pelo Santos e torcedor declarado do time da Vila Belmiro, o camisa 3 se despediu do futebol atuando por míseros 12 minutos diante do Mixto, longe de casa.

O tratamento dado ao jogador, dispensado pelo Comitê de Gestão, reflete exatamente o que o País faz com seus ídolos, não apenas no futebol, mas no vôlei, no automobilismo, no atletismo e até fora do âmbito esportivo.

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Léo pode ter pago por falar demais, por expor seus pensamentos e por defender o clube que ama. Agora, vai tentar por vias políticas mudar a diretoria do clube e transformar o Santos naquilo que pensa ser o melhor: em um clube que honra as tradições e respeita seus ídolos.

O primeiro a deixar a Vila Belmiro pela porta dos fundos foi Giovanni, que brigou com Dorival Júnior e também se despediu dos torcedores sem uma partida oficial, sem festa, sem agradecimento, sem nada.

Agora chegou a vez de Léo. Enquanto na imprensa portuguesa cogita-se que o Benfica (clube no qual jogou entre 2004 e 2008) está disposto a lhe prestar homenagens pela aposentadoria, na Baixada Santista só se ouvem críticas e tiração de sarro por algumas colocações não muito felizes. Léo merecia mais. Muito mais.



Flávio Moreira é jornalista especializado em mídias sociais. Com passagens por UOL e Electronic Arts, é apaixonado por esporte e acredita na produção de conteúdo feito de torcedor para torcedor.