Opinião: Futebol é de 1 a 11. E não se fala mais nisso

futebol

Seja você um torcedor das antigas, como meu pai, ou da nova geração, como eu, uma coisa temos em comum: o ódio pela mania de NBA que invadiu o futebol brasileiro nos últimos tempos.

Ouvir o locutor do estádio anunciar a escalação de seu time com “fulano” número 1 no gol, “cicrano número 2 na lateral direita”, e assim por diante, até o número 11, antigamente chamado de ponta-esquerda, faz parte do passado.

Por determinação das empresas de material esportivo e dos gênios dos departamentos de marketing, que dizem ser importante “ter maior identificação com o torcedor”, hoje alguns goleiros jogam com a camisa 12, zagueiros são 44, e atacantes já jogaram até com a 99.

A “nbalização” do futebol deveria ser proibida pela Fifa. A entidade é tão conservadora em pontos ridículos e já obsoletos do esporte, que poderia colocar o nariz em um assunto mais delicado e, por que não dizer, romântico, da apaixonante modalidade.

DESTAQUES
Luta do Palmeiras para evitar novo Asa marca rodada da Copa do Brasil
O desafio dos naming rights no país

Se os clubes estão preocupados em criar uma identificação entre jogadores e torcidas, contratem atletas de bom nível e façam contratos decentes, que ajudem a segurar os boleiros nas equipes por mais de seis meses, diminuindo a rotatividade dos elencos e, adivinhem, criando uma maior identidade entre clube, jogador e torcedor.

Futebol é de 1 a 11. E não se fala mais nisso.



Redação do Torcedores.com