Opinião: falta de cores da Fifa deixa o futebol mais chato

Reprodução/Footy Headlines

Cenas que vão acontecer na Copa do Mundo: Brasil jogando de camiseta amarela, shorts e meiões brancos, Espanha atuando toda de vermelho, França toda de azul e Alemanha toda de branco.

O motivo é simples, no entender das cabeças pensantes da Fifa: evitar que as cores de duas equipes se repitam em campo, mesmo que sejam peças como o meião de uma com a camiseta da outra.

Por causa disso, bizarrices como a da estreia da Seleção Brasileira na Copa serão recorrentes. No dia 12 de junho, o Brasil jogará de amarelo (camiseta), branco (calção) e branco (meia) enquanto a Croácia estará de azul dos pés à cabeça. A tradicional camiseta quadriculada dos europeus ficará guardada, assim como o calção azul do Brasil.

Cinco dias depois, contra o México, será a primeira e única da primeira fase que o Brasil jogará da maneira tradicional. E os mexicanos? Camisas vermelhas, calções pretos e meias vermelhas. Quem vestirá verde será o juiz (exatamente, o juiz).

Já contra Camarões, no dia 23, voltam os meiões e calções brancos. Os africanos jogarão com a camisa verde e shorts vermelhos tradicionais. Mas em vez dos meiões amarelos, usarão peças vermelhas.

A Fifa que me desculpe, mas soa como falta do que fazer adotar critério tão esquisito para o futebol. Nenhum atleta passará a bola para o árbitro e o torcedor não é burro e não vai confundir as equipes.

Evoluir o futebol e facilitar a vida do torcedor, logicamente, é importante e necessário. Mas estragar tradições como uniformes sem justificativa convincente não é o caminho.

Crédito da foto: Reprodução/Footy Headlines



Jornalista, editor do Torcedores.com. Passagens pelos jornais Metro, O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, Marca Brasil, Agora São Paulo, Diário de S. Paulo e Diário do Grande ABC.