O triste destino de Guarani e Bangu

Para quem é mais jovem, parece surreal pensar que o Guarani já foi campeão brasileiro em 1978 e vice em 1986. E que o Bangu chegou a ser vice-campeão nacional em 1985. Os dois clubes são exemplos de um fenômeno comum no futebol: o “apequenamento”.

Um dos grandes clubes do interior paulista e do Brasil, o Guarani foi um celeiro de craques. Careca, Neto (foto), Evair e Luizão foram alguns dos jogadores que se destacaram no Bugre. O clube viveu seu auge no fim dos anos 70, quando foi campeão brasileiro em 1978 após bater o Palmeiras. Em 1981, o time conquistou a Taça de Prata, como então era conhecida a segunda divisão do nacional.

Em 1986, deu calor no São Paulo mas não conseguiu o bicampeonato. No ano seguinte, disputou o Módulo Amarelo da Copa União, o que seria equivalente à segunda divisão. Em 1988, perdeu a final do Campeonato Paulista para o Corinthians.

Dos anos 90 em diante, o alviverde de Campinas, foi diminuindo de tamanho e oscilou entre as divisões nacionais. Em 1991, o time foi vice da Série B; três anos depois, foi o 3º colocado na elite.

Depois disso, o clube foi se afundando em dívidas. O último grande momento foi o vice-campeonato paulista em 2012, um ano depois do centenário, quando o Bugre perdeu a decisão para o Santos. Três anos anotes, em 2009, o time fora vice-campeão da Série B.

Hoje, o time disputa a Série A2 do estadual e a Série C do Campeonato Brasileiro. E corre o risco de perder o Brinco de Ouro da Princesa, já que o estádio entrou em leilão, por conta de dívidas trabalhistas. Atualmente o certame está suspenso porque a diretoria alviverde alega erros no edital.

Já o Bangu foi outro time que se perdeu ao longo do tempo. O clube que lançou para o futebol craques como Domingos da Guia e Ademir da Guia, e que teve o meia Zizinho como um dos grandes craques, não ganha nada relevante há muito tempo.

O maior momento da equipe foi quando o alvirrubro carioca foi vice-campeão brasileiro e vice-campeão carioca em 1985. Na época, o clube tinha como patrono o bicheiro Castor de Andrade. O contraventor também foi “responsável” pela conquista do estadual de 1966, o segundo (e último) Campeonato Carioca vencido pelo Bangu – o primeiro fora 33 anos antes. Hoje, o clube segue na elite do Campeonato Carioca. Pouco para quem já quase conquistou o Brasil.



Jornalista, editor do Torcedores.com. Passagens pelos jornais Metro, O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, Marca Brasil, Agora São Paulo, Diário de S. Paulo e Diário do Grande ABC.