Por que Felipão teme o Chile na Copa do Mundo?

Há quem diga que o Chile é carta fora do baralho da segunda fase na Copa do Mundo, já que tem, no Grupo B, concorrentes do porte de Espanha e Holanda, atuais campeão e vice do Mundial, na chave. O técnico da Seleção Brasileira, Luiz Felipe Scolari, discorda.

“Tomara que o Chile não classifique. Prefiro qualquer outro. É muito chato de jogar, é um time bem organizado, eles são inteligentes, têm um time bom, e o sistema deles não encaixa com nosso sistema. É melhor jogar com um europeu”, disse Felipão.

Caso passe em 1º lugar no Grupo A (que, além do Brasil, tem Croácia, Camarões e México), a Seleção enfrenta o 2º colocado do Grupo B (Espanha, Holanda, Chile e Austrália).

É fácil subestimar os sul-americanos, afinal, Espanha e Holanda dominaram a última Copa. Mas há um factor importante a ser considerado.

Os europeus se enfrentam na primeira rodada do Mundial, enquanto o Chile pega a Austrália. Ou seja: de cara, os chilenos podem assumir a liderança da chave. Fora que, caso Espanha e Holanda não empatem na abertura do grupo, a equipe perdedora ficará em situação complicada, tendo a obrigação de vencer as demais partidas para seguir com chances.

“E quando se joga obrigado, muitas vezes se comete erros. O primeiro jogo é fundamental. Se eu fosse um apostador, não apostaria 100% em Holanda e Espanha e não tiro o Chile. Não gostaria de jogar contra o Chile”, afirmou Felipão em entrevista ao “Canal Livre”, da Band, no último domingo (18).

Certo, é bom evitar o Chile. Mas por quê?

A linha de frente vermelha é forte. Se chegar bem fisicamente à Copa, o palmeirense Valdivia será o grande articulador das jogadas para Alexis Sánchez, do Barcelona. Além deles, o time tem Arturo Vidal, da Juventus, e o ex-gremista Vargas, hoje no Valencia, são bons nomes.

Além de habilidosos, eles são velozes. Haja fôlego para encarar os chilenos!

A defesa não inspira muita confiança. Em 16 jogos nas Eliminatórias para a Copa, foi vazada 25 vezes, enquanto a Argentina sofreu 15 e a Colômbia, 13 gol.

Outro ponto que o Brasil pode explorar em um eventual confronto direto é o histórico. Nas Copas de 1998 e 2010, os chilenos foram os adversários da Seleção Brasileira nas oitavas de final. E perderam em ambas as oportunidades.



Jornalista, editor do Torcedores.com. Passagens pelos jornais Metro, O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, Marca Brasil, Agora São Paulo, Diário de S. Paulo e Diário do Grande ABC.