Camisas 10 têm brilho raro na rodada do Brasileirão

Valdivia
Palmeiras

Muito se fala que o futebol brasileiro está carente de jogadores que pensem o jogo, aqueles craques que existiam no passado e que, com gols ou passes genais, decidiam inúmeras partidas para os seus times. Até a seleção brasileira, historicamente tão bem abastecida desses talentos, carece de homens para fazer essa função.

No entanto, neste final de semana, o Campeonato Brasileiro promoveu um flash back com os camisas 10. No sábado, por exemplo, Douglas e Paulo Henrique Ganso deram uma boa demonstração de como a bola deve ser tratada. O meia vascaíno marcou um belíssimo gol em cobrança de falta, enquanto o são-paulino deu um lançamento perfeito para Ademílson, com muita ousadia, encobrir o goleiro do Coritiba e empatar a partida. Além de participações decisivas, os dois deram passes precisos ao longo do tempo que ajudaram seus clubes a criar outras chances de gol.

No domingo, foram os gringos que promoveram tal sensação. D’Alessandro, L. Mugni e Valdívia, respectivamente, por Internacional, Flamengo e Palmeiras participaram de ao menos um gol das suas equipes e também deram uma aula com a bola nos pés. O camisa 10 do Inter, mais uma vez, foi o craque do Colorado e marcou um golaço. Mugni, entrou no 2º tempo e com passes precisos participou de dois dos três gols do Flamengo na etapa final. Valdívia, apesar de ter visto o seu Palmeiras perder, deu uma assistência magistral para o gol de Henrique e, por muitos momentos, foi o mago que a torcida alviverde aprendeu a amar.

O desempenho desses jogadores foi atípico para um Campeonato Brasileiro ruim tecnicamente, o que é deveras preocupante. Na maior parte dos jogos não se vê isso, mas apenas equipes esforçadas que se preocupam em não sofrer gols para depois pensar em como fazê-los. Quem perde com isso é o futebol, largado nos pés de atletas de capacidade técnica muito duvidosa.

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