Jordan admite que odiava pessoas brancas, mas NBA não deve fazer nada

Na onda do escândalo do Clippers e do Dani Alves, o racismo se tornou um tema recorrente na NBA, futebol e na cultura pop do mundo. Nesta quinta-feira, um dos maiores jogadores da história da liga norte-americana, Michael Jordan, chocou o esporte e os americanos ao confessar que era racista.

Micahel Jordan relatou esse fato para o autor do seu novo livro há alguns anos. O problema é que o livro só foi lançado ontem nos EUA. No livro intitulado “Michael Jordan: The Life”, escrito pelo autor Ronald Jordan Lazenby, MJ admitiu que a Ku Klux Klan foi dominante para formar as suas opiniões sobre o racismo.

Jordan contou esta história de 1977, de quando uma menina em sua escola o chamava de ‘o Negro’. Como Jordan diz no livro : “Então, eu joguei um refrigerante em cima dela. Eu era rebelde. Eu me considero um racista na época. Basicamente, eu era contra todas as pessoas brancas”. Ronald Lazenby, o autor da biografia , deixou claro que esses comentários não são recentes.

Particularmente, acredito que a NBA não fará nada contra o Jordan, hoje proprietário do Charlotte Bobcats e tido como lenda do esporte. A NBA levará em conta que isso é coisa do passado, e ele mesmo já se manifestou contra o racismo como você pode ler abaixo:

“Como um proprietário, estou obviamente desgostoso com meu colega e dono da equipe dos Clippers. Acho que ele poderia ter segurado tais visões repugnantes e ofensivos”, disse Jordan em um comunicado. “Como um ex-jogador, estou completamente indignado”.

O lançamento do livro vem uma semana após Jordan, dono do Charlotte Bobcats, manifestar-se contra Donald Sterling, que estava fazendo comentários racistas e foi banido pela NBA.

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Sou amante e estudioso de esportes! Nasci em São Paulo, estudei em Los Angeles, NY e fiz pós-graduação em Barcelona, sempre acompanhando de perto as competições esportivas pelo mundo.