Opinião: Goleada da França é a pior derrota do Brasil em Copas

A Copa do Mundo está de volta ao Brasil depois de 64 anos. Em 1950, foi uma Copa histórica. A primeira no Brasil, terra onde o futebol se encontrou e se desenvolveu como em nenhum lugar do mundo. Muitos acreditam que aquela derrota para o Uruguai, mais conhecida como ‘Maracanazo’, foi a pior da história da seleção brasileira em Copas do Mundo. Eu discordo. Para mim, o pior revés brasileiro na história do Mundial foi contra a França, naquela fatídica final de 1998.

Apesar de jogar em casa em 1950, o Brasil ainda não era o ‘país do futebol’. Mesmo tendo participado de todas as Copas até então, ainda não éramos referência no esporte. A Itália, que já tinha dois títulos, e o Uruguai, eram mais fortes e conhecidos mundialmente. O Uruguai já tinha sido campeão do mundo, e também era bicampeão olímpico, na época chamado de ‘Celeste Olímpica’. O time uruguaio chegar a final em 1950 não surpreendeu a ninguém, uma vez que os uruguaios eram um dos favoritos ao título no Brasil.

Volto a dizer: penso que a pior derrota da história da seleção brasileira em Copa do Mundo foi o 3 a 0 na final da Copa da França. Naquela ocasião, o Brasil já era o ‘país do futebol’, o mundo já tinha conhecido Pelé, Didi, Garrincha, Rivellino, Tostão, Romário e Ronaldo, na época o melhor do mundo, e já conhecido por Fenômeno.

O Brasil chegou à final de Paris como tetracampeão, contra uma França que jogava em casa, com um bom time, mas sem fazer uma grande campanha. Mas os franceses tinha/m um grande craque em Zidane, que decidiu o jogo. Levar de 3 a 0, em uma final, foi não só a pior derrota do Brasil em finais, mas também em toda a história das Copas.

O Brasil nunca tinha perdido por 3 a 0 em uma Copa do Mundo. Ficou feio para a equipe de Zagallo, que, abalada com o que aconteceu com Ronaldo antes do jogo, entrou pálida em campo, e levou um verdadeiro nó tático da França. Desde a ‘Marselhesa’ até a entrega da taça, não se viu o escrete canarinho brilhar. Muito pelo contrário. Leonardo, Dunga, Cafu, que tinham sido campeão quatro anos antes nos EUA, apresentaram uma monotonia inexplicável em campo.

Foi uma vitória tão incontestável e absoluta que até hoje se discute em rodas de futebol a teoria do jogo ter sido comprado pela França e Adidas, ideia que não deveria ter sido considerada de tão absurda.

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Sou amante e estudioso de esportes! Nasci em São Paulo, estudei em Los Angeles, NY e fiz pós-graduação em Barcelona, sempre acompanhando de perto as competições esportivas pelo mundo.