EUA chega à Copa com motivos para sonhar, mas sorteio foi cruel

Copa - EUA

Presente em todas as edições da Copa do Mundo desde 1990, os americanos têm diversos motivos para chegarem animados ao Mundial de 2014. A equipe tem um elenco experiente, um técnico campeão do mundo (como jogador) e uma liga nacional cada ano mais forte. Porém, o sorteio dos grupos acabou diminuindo para dessa esperança.

Comecemos com os pontos positivos. Os Estados Unidos estiveram em campo nas Copas de 1930, 1934 e 1950. Depois, retornaram ao maior torneio de futebol do mundo apenas 40 anos depois, no Mundial realizado na Itália. Desde então, sempre estiveram presentes. Destaque para a campanha de 2002, quando os americanos surpreenderam a todos e chegaram entre os oito melhores do torneio. Há quatro anos, o time caiu nas oitavas de final.

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Essa experiência já traz ao elenco um suporte maior nos momentos decisivos. Além disso, a Major League Soccer é um torneio cada vez maior e importante no futebol mundial, com médias de público que atingiram 18.594 expectadores em 2013. Dentro de campo, estrelas atuam desde 2007, quando David Beckham chegou para o Los Angeles Galaxy.

Hoje, Thierry Henry, Julio Cesar, Jermaine Defoe e Tim Cahill jogam na MLS, além de Landon Donovan e Clint Dempsey, principais nomes da seleção americana. O retorno dessa dupla, que atuava em times importantes da Europa (Donovan jogou por Bayer Leverkusen e Everton, enquanto Dempsey passou por Fulham e Tottenham) mostra que o campeonato nacional é forte. 15 dos 30 nomes anunciados por Klinsmann na última segunda-feira jogam no país.

E é justamente em Klinsmann o último fator a ser destacado. Grande atacante alemão e campeão da Copa do Mundo em 1990, Klinsmann treinou o Bayern de Munique e dirigiu a seleção alemã na Copa de 2006, quando o país sediou o Mundial e terminou no terceiro lugar. Desde 2011, ele é o comandante da seleção americana.

Azar no sorteio

O grande problema para os americanos aconteceu dia 6 de dezembro, quando foram sorteados os grupos da Copa do Mundo. Os EUA estão no grupo G, um dos mais difíceis do campeonato, ao lado de Portugal, Alemanha e Gana.

Além de serem fortes oponentes, dois dos três adversários são carrascos dos americanos. Gana eliminou a equipe em 2006 e 2010, enquanto os alemães derrotaram os EUA nas quartas de final de 2002.

O único retrospecto positivo é diante de Portugal, oponente derrotado na fase de grupos em 2002. Para quem é supersticioso, os portugueses contavam naquela época com o melhor jogador do mundo, que era Luis Figo. Hoje, a situação se repete com Cristiano Ronaldo.

Se isso não bastasse, os Estados Unidos serão o time que irá viajar mais na primeira fase. A equipe percorrerá 5,6 mil quilômetros para participar dos três jogos de seu grupo, que acontecem em Natal, Manaus e Recife, respectivamente.

Os Estados Unidos talvez nunca tiveram tão preparados para disputar uma Copa. Mas, infelizmente, avançar a segunda fase será uma missão complicada.

Foto: Getty Images