‘Escola de goleiros’ do Palmeiras vive má fase

A tão falada “escola de goleiros” do Palmeiras passa por um momento complicado. Com a lesão de Fernando Prass, titular do alviverde, o clube tem utilizado Fábio, que era muito elogiado por Luiz Felipe Scolari e tem, enfim, a chance de se firmar.

Mas a grande questão é que o nome de Roberto, camisa 1 da Ponte Preta, foi ventilado nos corredores do Palestra Itália. O jogador da Macaca negou que foi procurado.

Caso ocorresse a negociação, Roberto seria o segundo goleiro contratado pelo Verdão em menos de dois anos. O próprio Prass, que chegou ao alviverde no início de 2013, quebrou uma marca que durava quase 20 anos. Antes do camisa 25, o úlitmo goleiro “de fora” que atuou no Palmeiras foi o paraguaio Gato Fernández, em 1994.

Hoje, além de Fernando Prass e Fábio, a equipe conta com Bruno (que não conta com a simpatia da torcida) e Vinicius (jovem de 20 anos que ainda não estreou) para a posição.

O que explica a má fase, ou má sorte, dos arqueiros alviverdes?

Pode ser coincidência (o que não acredito), mas desde 2012 os dois grandes “professores” de goleiros não trabalham mais no clube.

Valdir Joaquim de Moraes, ele mesmo contratado do Renner, do Rio Grande do Sul, para ser o goleiro do Verdao em 1958, pediu afastamento em fevereiro daquele ano, quando trabalhava como consultor do time profissional de futebol. Foi ele que inventou a função no Brasil.

Carlos Pracidelli, responsável pela formação de Marcos, foi demitido em setembro de 2012, após o anúncio da chegada de Gilson Kleina para o lugar de Luiz Felipe Scolari. Atualmente, Pracidelli é o preparador de goleiros da Seleção Brasileira.

Hoje, quem cuida dos goleiros palmeirenses é Fernando Miranda.



Jornalista, editor do Torcedores.com. Passagens pelos jornais Metro, O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, Marca Brasil, Agora São Paulo, Diário de S. Paulo e Diário do Grande ABC.