Em dinheiro, Super Bowl vence Copa do Mundo por goleada

A praticamente um mês do início da Copa do Mundo, o torneio que será realizado no Brasil já domina o noticiário esportivo e as conversas nas mesas de boteco. Fenômeno semelhante costuma acontecer em fevereiro de cada ano, mês em que acontece nos Estados Unidos o Super Bowl.

Se você caiu de paraquedas aqui, saiba que o Super Bowl é o nome pelo qual é conhecido a decisão da temporada do futebol americano. É disputada sempre em jogo único e é considerado o maior evento esportivo do planeta. Ao menos quando o assunto é dinheiro.

De acordo com um levantamento da “Forbes”, a marca do Super Bowl vale US$ 464 milhões (o equivalente a R$ 1,1 bilhão). A Copa do Mundo vale “só” US$ 160 milhões (R$ 388 milhões). Em segundo lugar vem os Jogos Olímpicos, cujo valor é estipulado em US$ 348 milhões (R$ 844 milhões).

Além do jogo em si, o Super Bowl tem um espetáculo a parte que é o show do intervalo. Show mesmo: artistas como Bruno Mars e Red Hot Chilli Peppers (em 2014), Beyoncé (2013), Madonna (2012), Black Eyed Peas (2011), Paul McCartney (2005), Rolling Stones (2006) fazem apresentações curtas, de pouco mais de 10 minutos, entre os dois tempos da partida.

O espetáculo publicitário é grande também nas televisões. Para ter um comercial veiculado na Fox, emissora detentora dos direitos de transmissão nos EUA em 2014, o anunciante precisou desembolsar US$ 4 milhões (R$ 9,7 milhões) por uma inserção de 30 segundos.

E vale a pena? A matemática mostra que sim. A edição 2014 do Super Bowl, vencida pelo Seattle Seahawks teve 111,5 milhões de espectadores na televisão, fora 528 mil pessoas via internet.

Em números absolutos, a Copa do Mundo vence o Super Bowl. Segundo dados da agência Kantar Sport, 3,2 bilhões de pessoas acompanharam a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, por pelo menos 20 minutos seguidos. A decisão entre Espanha e Holanda teve cerca de 620 milhões de espectadores por, ao menos, 20 minutos.

Dificilmente a Copa do Mundo no Brasil não ultrapassará o índice de audiência do Mundial anterior. Mas é praticamente impossível competir com a final do futebol americano em dinheiro.



Jornalista, editor do Torcedores.com. Passagens pelos jornais Metro, O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, Marca Brasil, Agora São Paulo, Diário de S. Paulo e Diário do Grande ABC.