É preciso apostar na renovação do futebol!

O futebol é um esporte que ganhou enorme desenvolvimento ao longo de sua história pelos grandes jogadores que teve. Charles Miller, por exemplo, não só é considerado o pai do futebol brasileiro como também foi um dos grandes jogadores do nosso futebol (ele é o primeiro artilheiro do Campeonato Paulista, já que em 1902, pelo São Paulo Athletic, marcou 10 gols e alcançou tal feito).

Depois deles, muitos outros vieram como Friedenreich, Leônidas, Zizinho, Garrinha, Pelé, Rivelino, Zico, Romário e Ronaldo. Todos estes grandes gênios têm em comum o fato de que, em algum momento de suas vidas, uma chance lhes foi oferecida e, com talento e força de vontade, eles a agarraram.

Consequentemente, o seu sucesso permitiu que o futebol tivesse uma renovação no seu estilo e, assim, continuasse a encantar bilhões de torcedores ao redor do mundo. Assim, as categorias de base vêm sendo tão valorizadas, o que dá, por exemplo, à Copa São Paulo de Futebol Junior e à Copa do Brasil Sub-20 uma importância vital para a continuação do esporte no Brasil. Afinal de contas, não se faz omelete sem ovos.

É neste sentido que começa no próximo domingo a Série C do Campeonato Carioca. O torneio, que inicialmente conta com 23 equipes, trás em seu regulamento uma determinação interessante de que cada equipe somente poderá ter em suas partidas até cinco atletas com mais de 23 anos.

Com a medida, as portas estão abertas para o surgimento de novos valores no futebol brasileiro. Obviamente, não basta apenas haver a chance, é preciso aproveitá-la. O Esprof, por exemplo, time de Duque de Caxias – RJ, segue essa determinação de maneira positiva e trás em seu elenco apenas três jogadores acima de 23 anos.

As medidas desse tipo não param por aí, já que as Séries A e B do Campeonato Carioca contam com categorias Sub-15, sub-17 e sub-20. Tudo para dar chance a essa nova garotada que está ávida por realizar seu sonho.

Sendo assim, fica até difícil não entendermos como às vezes alguns times têm tanta dificuldade em renovar o seu plantel. Há vitrines e nelas, certamente, é possível observar grandes talentos que impediriam alguns clubes de ficarem sempre recorrendo a jogadores medianos que só ajudam a aumentar suas dívidas. Como, por exemplo, fez o Botafogo ao contratar Carlos Alberto. O atleta volta a General Severiano após fracassar por Grêmio, Bahia, Vasco (na sua última passagem) e Goiás. Ao invés de apostar na base, como no jovem Daniel, o Glorioso recorre a um jogador que mais decepcionou do que agradou nos últimos anos.