Opinião: Diretoria do Flamengo age sem ética e sem planejamento

Reprodução / Facebook do Flamengo

O discurso é muito bonito, mas as ações, não. A atual diretoria do Flamengo adota uma postura moderna e diferente das antecessoras todas as vezes em que está diante dos microfones, porém, suas atitudes tendem a reproduzir tudo o que foi feito anteriormente.

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A administração comandada por Eduardo Bandeira de Mello assumiu o clube no ano passado e, desde então, em pouco mais de 1 ano e 5 meses, exatamente 5 treinador já passaram pela Gávea, o que dá em média 3 meses e meio de trabalho para cada um.

Isso vai de encontro com a proposta de modernizar o Flamengo que tanto se ouve por aí. O modelo de treinadores-rotativos é antigo e não trás melhorias para o futebol. Se é para agir assim, a direção rubro-negra está repetindo o mesmo erros das anteriores.

Dorival Júnior, Jorginho, Mano Menezes e Jayme Almeida já passaram por ali e não conseguiram ou não quiseram dar continuidade aos seus trabalhos. Recentemente, Ney Franco foi contratado para pôr fim a esse problema.

As expectativas em torno do novo técnico são grandes, mas como não há um planejamento confiável no Flamengo, Ney precisa ficar preparado para cair ao primeiro assopro. O que esperar de um grupo que, sem informar um atual funcionário de sua demissão, já negocia com outro?

Assim como faltou planejamento na contratação de Jayme, o mesmo também esteve ausente na desenvolvimento do seu trabalho. No entanto, não é apenas planejar que o Fla precisa, é necessário também ter ética quando se demiti um funcionário antigo da instituição e que, para quebrar um galho, aceitou um dos cargos mais difíceis do futebol brasileiro. De quebra-galho, Jayme se tornou o salvador da pátria para, no fim, ser crucificado como Judas por erros que não foram somente ele quem cometeu.