Diego Simeone é o grande vencedor da temporada

Foto: Getty Images

Saudações ao Real Madrid, único time do planeta a conquistar dez vezes a Liga dos Campeões. E palmas, muitas palmas, para Diego Simeone, técnico do Atlético e o grande personagem da temporada 2013/14.

O argentino, que venceu o Campeonato Espanhol, era até os 48 minutos do segundo campeão também do principal torneio de clubes da Europa. Sergio Ramos impediu a festa de “Cholo”, como Simeone é conhecido, com uma cabeçada indefensável.  Na prorrogação, Cristiano Ronaldo e companhia foram mais competentes e garantiram a taça com uma vitória por 4 a 1, de virada.

Simeone admitiu após o jogo ter sido um erro escalar o atacante Diego Costa, que era dúvida, foi a campo e acabou substituído aos oito minutos da etapa inicial. “Me equivoquei, obviamente. Assumimos a responsabilidade. Ao final, a decisão não foi boa”, disse. O tropeço, porém, deve ser perdoado. Afinal, “Cholo” foi o melhor treinador da temporada.

Em 2004, aos 34 anos, o volante Simeone se despediu do Atlético de Madri para retornar ao Racing, clube de coração. Disse um “até breve”, e cumpriu a promessa. Sete anos depois, era apresentado como o novo comandante do clube espanhol, que atravessa um momento muito ruim.

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Dedicado e admirado pelos seus jogadores, o argentino arrumou a equipe e reergueu o Atlético, conquistando uma Liga Europa, uma Supercopa da Europa e uma Copa do Rei.

O melhor, no entanto, ainda estava por vir. No último dia 17, o Atlético arrancou um empate com o Bacelona, no Camp Nou (1 a 1), e conquistou o título espanhol após 18 anos de jejum. O último havia sido na temporada 199596.

O clube da capital passou a somar dez troféus e interrompeu a sequencia de títulos de Real Madrid e Barcelona, que dominaram o torneio nos últimos nove anos. Nesse período, foram seis conquistas para o Barça e quatro para o Real. Em 20034, a festa foi do Valencia.

Paralelamente ao nacional, o Atlético superou a limitação do seu elenco e foi abatendo outros gigantes do continente. E chegou à decisão da Liga de forma invicta, com nove vitórias e três empates. 25 gols marcados e apenas seis sofridos.

O Atlético disputaria enfim a final depois de 40 anos. “É fruto do trabalho que temos realizado há quase três anos”, disse Simeone ao site oficial da Uefa. “Continuamos com a mesma humildade, a mesma ética no grupo. Dos atacantes até o goleiro, toda a equipe sabe como tem que jogar para ter sucesso, deixando prevalecer os nossos pontos fortes e escondendo as fraquezas”, continuou.

Surge sem dúvida alguma um novo grande treinador. Assim como aconteceu com Pep Guardiola, revelado pelo Barcelona e hoje no Bayern de Munique, Simeone pode revolucionar o futebol e repetir, como técnico, o sucesso que teve como jogador.

“Cholo”, em entrevista recente à ESPN, afirmou que gostaria de um dia dirigir uma equipe brasileira. Venha, Simeone! Rivalidade à parte, os argentinos são melhores técnicos que os brasileiros e os nossos clubes precisam de novas ideias. Por que não pensar em Simeone para a vaga de Felipão após a Copa do Mundo? Fica a sugestão, CBF!

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Jornalista.