De filial a finalista: Conheça a história curiosa do Atlético de Madrid

O Atlético de Madrid é considerado o “primo pobre” da capital espanhola. Afinal de contas, divide a torcida da cidade com o poderoso Real Madrid, equipe que mais venceu a Liga dos Campeões na história, em nove ocasiões. Até por estar sempre nos holofotes, a história do Real é bem conhecida e explorada. Mas e o Atlético? O que o clube tem de especial? De onde surgiu o apelido de “colchoneros”?

O surgimento do Atlético tem tempero basco. O clube nasceu em 1903 – um ano depois do Real – como uma filial do Athletic Bilbao em Madri. Os fundadores foram estudantes bascos que residiam na capital espanhola. O uniforme, a princípio, era idêntico ao do Blackburn Rovers, da Inglaterra, com a camisa dividida em azul e branco. Mais tarde, a camiseta ganhou o tom atual: vermelho e branco.

O tom alvirrubro deu origem ao apelido pelo qual o clube é conhecido até hoje: colchoeiros. Na época da fundação, o Atlético rapidamente caiu no gosto popular. O Real Madrid era o time da elite, portanto, ao povão restou o time vermelho e branco. E no início do século 20, vendia-se em Madri colchões revestidos em branco e vermelho. A associação logo foi feita e os torcedores do Atlético ficaram eternizados como colchoeiros.

Em 1966, época em que o clube vivia bom momento, com a conquista de títulos nacionais, foi inaugurado o estádio Vicente Calderón, casa da equipe até hoje. E a arena, uma das mais modernas da Europa, esconde um segredo, literalmente: embaixo de uma das arquibancadas, há um viaduto. O estádio fica no coração de Madri, encravado em uma região residencial e uma autovia (de onde surge o viaduto abaixo da arquibancada).

Mas o Vicente Calderón ficará com o Atlético por pouco tempo. A partir de julho de 2016, o time jogará no Estádio Olímpico de Madri, conhecido como “La Peineta”.  A atual casa será demolida para dar lugar a um parque.

Que até lá o viaduto continue dando sorte aos colchoneros.



Jornalista, editor do Torcedores.com. Passagens pelos jornais Metro, O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, Marca Brasil, Agora São Paulo, Diário de S. Paulo e Diário do Grande ABC.