Cormier e Henderson definem próximo desafiante ao cinturão dos meio-pesados no UFC

Os norte-americanos Daniel Cormier e Dan Henderson definem na noite deste sábado (24) quem será o próximo desafiante ao cinturão dos pesos meio-pesados do UFC. Eles fazem o coeventoprincipal do UFC 173, que acontece em Las Vegas. O principal combate da noite será entre o brasileiro Renan Barão, detentor do título dos galos, contra o americano T.J. Dillashaw. O evento será transmitido a partir das 20h (de Brasília) pelo canal Combate.

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Renan Barão defende hegemonia no UFC contra T.J. Dillashaw

Cormier e Henderson são dois dos lutadores mais casca-grossa da divisão até 93 kg. Quem sobreviver à luta terá pela frente Jon Jones, atual dono do cinturão, ou o sueco Alexander Gustafsson, próximo adversário do campeão. E, pelos diversos aspectos que o octógono envolve, quem deve receber a oportunidade é Cormier.

Wrestler de altíssima qualidade (é ex-capitão da seleção olímpica dos EUA) e dono de um kickboxing muito bom, Cormier é um dos melhores meio-pesados da atualidade. Aos 35 anos, ele tem 14 vitórias nas 14 lutas de MMA que disputou, três delas pelo UFC. A altura (1,80m), que nem na época de peso pesado lhe causava problemas na envergadura, é a mesma do adversário.

Henderson merece respeito pelo currículo de ex-campeão em duas categorias no Pride e do Strikeforce e também pela idade. Aos 43 anos, este senhor se encaminha para 44 primaveras em agosto lutando bem. Experiência é o que não falta: são 41 lutas, sendo 30 vitórias e 11 derrotas. Diante de Cormier, lutará sem se submeter ao TRT (Tratamento de Reposição de Testosterona). De acordo com o veterano, não a polêmica substância não lhe faz falta.

Os dois lutadores têm características parecidas: têm o wrestling como base e sabem trocar porrada em pé. Não apenas por ser mais jovem, mas por ser mais completo, a vantagem é de Cormier, que sabe utilizar melhor os chutes do que Henderson. Mas o “banguela” tem uma pedra na mão direita (que tem o “doce” apelido de Bomba H). Se uma dessas entrar no queixo de Cormier, é fim de luta. Mas ambos são resistentes e aguentam muita, mas muita porrada.

Por pontos (cenário mais provável) ou até mesmo por nocaute, a chance de vitória de Daniel Cormier é grande. A Henderson, restará planejar o futuro e, quem sabe, a aposentadoria.



Jornalista, editor do Torcedores.com. Passagens pelos jornais Metro, O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, Marca Brasil, Agora São Paulo, Diário de S. Paulo e Diário do Grande ABC.